PermaChico: Formação Franciscana em Permacultura

26/07/2016 16:33

Com o objetivo de implantar um Programa de Formação para a Sustentabilidade e um espaço educador sustentável para os seminaristas e freis franciscanos, a Província São Lourenço de Brindes dos Freis Capuchinhos do Paraná e Santa Catarina firmou junto ao Núcleo de Estudos em Permacultura o Projeto de Formação – Espiritualidade Franciscana e Ecologia.

Seminaristas e freis franciscanos se juntam à equipe do projeto em dinâmica da diversidade.

O projeto compreende um curso de extensão em educação ecológica seguindo os moldes do Curso de Planejamento Permacultural (PDC), carinhosamente denominado como PermaChico, e em 2016 terá a duração de 9 meses.

O PermaChico conta com sete visitas da equipe ao seminário franciscano para as aulas práticas em Almirante Tamandaré/PR e é acrescido de conteúdos a distância compostos por textos, vídeos e exercícios, gerando uma carga horária total de 128 horas.

A equipe do projeto é constituída por permacultores do NEPerma: Aline de Vasconcelos e Marcelo Venturi, com participação especial dos permacultores Letícia dos Santos, Jefferson Mota e Arthur Nanni, além de dois representantes da província franciscana, Luiz Antônio Frigo e Rívea Borges. Um projeto participativo e integrativo, criador e mantenedor de redes de trabalho.

Permacultura em uma palavra.

Segundo os representantes da Província a pretensão é que o programa de formação seja um processo contínuo nas propriedades franciscanas, tornando-se uma ferramenta efetiva de gestão ambiental. Para eles a permacultura é uma forma de estar em coerência e demonstrar o compromisso pessoal e institucional mais responsável com o aspecto ecológico da missão Franciscana.

“Permacultura não é mais um jeito de viver como um ‘natureba individualista’,
mas sim reconhecer-se como parte de um ecossistema, e ficar atentos às consequências que seus atos trazem para ele”

Paulo Daniel Pereira Matias, Seminarista Franciscano

Ao unir os saberes permaculturais e francisclarianos o projeto aposta na permacultura como forma de construir/materializar os caminhos propostos por São Francisco de Assis.

Texto de Aline de Vasconcelos

Diálogo após observação da natureza e prática de leitura da paisagem.

 

Aula PANCs Plantas Alimentícias Não Convencionais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tags: PermaChico

A voz do vento

20/06/2016 16:23

O NEPerma conclui a versão em português brasileiro das legendas do documentário La voz del viento. Foram alguns meses de trabalho com a coordenação da permacultura Morgana Mayer com apoio de Jorge Timmermann,  Arthur Nanni, Marcelo Venturi, Rodrigo Arruda,  Leticia dos Santos na tradução e sincronização de legendas. A tarefa ainda contou com a adequação de leiaute que foi executado por Elisa Alcocer.

O documentário fala de Jean Luc Danneyrolles, agricultor da provenza Francesa e Carlos Pons, documentarista Espanhol. Ambos organizam uma viagem até Granada ao encontro de movimentos sociais alternativos que buscam a agroecologia, a permacultura e mudanças de paradigma. Com uma câmera na mão partem para esta viagem que percorreu os dias frios de fevereiro de 2012, levando consigo uma grande coleção de sementes como moeda de troca. É um verdadeiro testemunho de um movimento que cresce no mundo e se faz possível aqui e agora.

Dados sobre a viagem:

– 21 dias de viagem

– 35 projetos visitados

– Mais de 200 pessoas encontradas

– 9 parques naturais

(Mapa interativo da viagem em g.co/maps/8mvgt)

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Participantes:

Direção / Montagem / Sons / Roteiro: Carlos Pons

sementes / Poemas: Jean-Luc Danneyrolles

Imagens: Samuel Domingo

Montagem: Manu de la Reina

Produção: Virginia Cabello, Benoit Bianciotto

Trilha Sonora: Felah Mengus; Marta Gomez; Enrique Morente; Keny Arkana

Tradução / Assessor de texto francês: Benoit Bianciotto

Co-produção: Patrice Scanu

Projeto de Recuperação Ambiental do Bosque da UFSC

20/05/2016 15:53

O bosque da UFSC é uma das principais áreas verdes do campus, apresentando relevante importância para a qualidade de vida no ambiente universitário enquanto espaço de convivência. Encontra-se na porção sul do campus Trindade ao lado dos Centros de Filosofia e CIências Humanas (CFH) e o de Educação (CED) e compreende uma área de aproximadamente 50.000 m2. Constitui-se por aŕeas em diferentes estágios de sucessão ecológica, umas mais degradadas em estágio inicial e outras, em estágios mais avançado com vegetação bem desenvolvida. O Bosque também apresenta cursos de água, caracterizando a maior parte de sua extensão como área de preservação permanente.

A proposta de recuperação ambiental do bosque é uma iniciativa da Comissão de Revitalização do CFH, em parceria com o NEPerma e a Coordenadoria de Gestão Ambiental da UFSC e está em curso desde 2014. O objetivo é aliar a recuperação das áreas degradadas à produção de alimentos através da implantação de agroecossistemas planejados segundo a filosofia da permacultura.

Área do bosque junto ao CFH e CED.

Área do bosque junto ao CFH e CED.

O planejamento permacultural do Bosque da UFSC é uma etapa fundamental no processo de recuperação da área, bem como para a continuação e realização dos objetivos do projeto, pois servirá como diretriz para as ações do uso e manejo desta importante área verde. Este planejamento, que poderá ser utilizado como subsídio para um possível Plano de Manejo do Bosque da UFSC, está sendo desenvolvido com base nos princípios de planejamento da permacultura, dentre os quais está o conceito de zonas energéticas, que serviu como base para esta primeira fase de planejamento. O zoneamento energético tem como objetivo a organização do espaço com base nas necessidades energéticas de cada local, de maneira que áreas que demandam maior investimento de energia e trabalho no seu uso e manejo estejam localizadas próximas ao centro de energia, neste caso representado pela sede do projeto.
Para a definição das zonas energéticas na área do Bosque levou-se em consideração os elementos que já estavam presentes no local: espécies arbóreas, áreas de uso consolidado, locais de convivência e circulação, infraestrutura predial, etc. A partir dessa análise, foram definidos locais para a implementação de agroecossistemas de acordo com o propósito de cada zona energética, sendo adotadas técnicas de plantio mais intensivo próximo a zona 0 e menos intenso nas áreas caracterizadas como zona 3, conforme a Figura 2. A proposta de usos e manejo para cada zona energética é descrita a seguir.

Planejamento por zonas energéticas da permacultura.

Permaculture energetic zones design.

Zona 0 – Sede do projeto
Localizada na porção mais elevada do Bosque, será constituída pela sede do projeto e do Parque Ambiental da UFSC, a qual servirá como recepção para visitantes, ações educativas, centro de convivência e reuniões e atividades administrativas. Esta zona abrigará uma edificação bioconstruída.
Zona 1 – Horta, início do circuito didático, espiral de ervas, compostagem, minhocário
Próxima à sede, a zona 1 será constituída por uma horta modelo de técnicas agroecológicas, pelo início do circuito didático, espiral de ervas aromáticas e medicinais, espaço para compostagem microbiana e minhocário.
Zona 2 – Pomares
A zona 2 será constituída principalmente por um pomar permacultural, com árvores frutíferas e de interesse ecológico, que será implementado na área hoje ocupada por eucaliptos.
Zona 3 – Sistemas agroflorestais
A zona 3 do Bosque será destinada à implantação de sistemas agroflorestais multifuncionais que servirão como mata ciliar para os cursos de água onde há ausência de vegetação e em áreas abertas e degradadas.

Zona 5 – área de convivência, inspiração e regeneração natural
Foram definidas como zona 5 as áreas que apresentam vegetação já consolidada, em avançado estágio de sucessão, e as áreas utilizadas para descanso e convivência.
O projeto segue em execução e conta com a realização de mutirões de manejo agroecológico, onde são compartilhados os conhecimentos a respeito da filosofia da permacultura e de técnicas de produção de alimentos e recuperação de áreas degradadas adotadas.
Para saber mais:
http://gestaoambiental.ufsc.br/projeto-bosque/
https://www.facebook.com/groups/Permacultura.UFSC/

Tags: Projeto Bosque

NEPerma lança vídeos com depoimentos de alunos

11/12/2014 19:22

natifio_depoimentoO NEPerma lança uma série 13 vídeos contendo depoimentos de alunos que cursaram o Curso de Planejamento em Permacultura (PDC) do projeto Terra Permanente, oferecido pelo NEPerma em parceria com a ACESPA e CEDEJOR e financiado pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário e CNPq.

Esta série de depoimentos traz as sensações e expectativas criadas pelo PDC nos colegas que passaram por esta experiência. Os vídeos falam por si e o NEPerma agradece a todos pela oportunidade de compartilhar com o público suas experiências a respeito desta passagem.

O projeto Terra Permanente envolve atividades de pesquisa-ação em um universo onde os participantes, uma vez empoderados pelo PDC, passam a participar de ações de pesquisa em quatro Unidades Familiares Produtivas em municípios da grande Florianópolis.

A ideia dos vídeos foi concebida pelos participantes do NEPerma. A etapa de aquisição de imagens contou com Leticia dos Santos e Andersson Brito. A seleção de trechos por Arthur Nanni e pós-edição por Andersson Brito.

Assista a série de vídeos em nosso canal no Youtube

NEPerma conclui o terceiro bloco do PDC Terra Permanente

14/08/2014 23:02
A arquiteta Soraya Nór compartilhando conhecimentos sobre a técnica construtiva com barro bambu-a-pique.

Soraya Nór compartilhando conhecimentos sobre a técnica construtiva com barro bambu-a-pique.

Nesta semana o NEPerma concluiu o 3o. bloco do curso de planejamento permacultural (PDC) do projeto Terra Permanente. Foram mais três dias de intensas atividades junto a ACESPA, parceira no desenvolvimento do projeto Terra Permanente.

Neste bloco, os alunos vivenciaram a discussão acerca da sistematização de águas na paisagem e no ambiente planejado, bioconstruções, energia na paisagem e o seu aproveitamento e, estruturas invisíveis.

Arthur Nanni apresentando do Sistema Agroflorestal (SAF) "de carona" implanto na Zona 3 do sítio Igatu em São Pedro de Alcântara.

Arthur Nanni apresentando do Sistema Agroflorestal (SAF) “de carona” implanto na Zona 3 do sítio Igatu em São Pedro de Alcântara.

Os alunos do curso, representados por agricultores e extensionistas rurais de seis municípios de Santa Catarina, prosseguirão até outubro participando de atividades teórico-práticas para melhor compreender as potencialidades de aplicação da permacultura em suas propriedades rurais, desde a concepção de pequenos elementos até o planejamento sistêmico integrado.

Este bloco do curso contou com duas práticas, a bioconstrução de paredes a partir da técnica construtiva bambu-a-pique e também, a visita técnica ao sítio Igatu, para verificação de conhecimentos até aqui compartilhados, como distribuição de zonas, seus elementos constituintes e formas de manejo integradoras entre zonas energéticas da propriedade rural.

“Sinta o fluxo e trabalhe com ele”

Em tudo existe energia, então, se a gente não souber sentir aonde está esta energia no espaço em que a gente tá, a gente não vai conseguir trabalhar com esse fluxo e não vai deixar a natureza fazer o trabalho dela e a gente conseguir trabalhar junto com ela.

Reinaldo de Souza – agricultor de Rio Fortuna – SC

 O curso de planejamento permacultural do projeto Terra Permanente tem o apoio do MDA e CNPq.

Tags: Terra Permanente

Permacultura na Escola Maria Conceição Nunes em Florianópolis/SC

16/06/2013 00:56

Preparação de mudas para a Zona 1.

O Projeto de Permacultura desenvolvido na Escola Maria C. Nunes, situada no bairro Rio Vermelho, conta com a orientação de Arthur Nanni e execução da permacultora Petra Viebrantz, bolsista do projeto e certificada pelo PDC da primeira turma da disciplina de Introdução à Permacultura. A primeira etapa do projeto baseia-se em observações espaciais da área total da escola, levando em consideração aspectos como: posição do sol, incidência de ventos, qualidade do solo e disposição do terreno (inclinação). Estas observações são necessárias para se estabelecer os setores e posteriormente as zonas de planejamento. Foram consideradas também as variações climáticas e espaciais em relação às estações do ano. Posteriormente, buscou-se analisar que tipos de materiais físicos estavam à disposição no local para que pudessem ser aproveitados. A próxima etapa consistiu na criação de um croqui do pátio da escola, com intuito de visualizar e definir as diferentes Zonas e Setores na escola, podendo assim trazer elementos pertinentes a cada zona, tais como o refeitório (Zona 0), que gera resíduos que são aproveitados para formação de canteiros (Zona 1 ao lado ao refeitório), que por sua vez é constituída de uma horta circular com boa diversidade de hortaliças, plantas bioativas, entre outros, além da vermicompostagem. Na Zona 2 estão sendo implantadas árvores frutíferas e canteiros com espécies trepadeiras e flores.

Transplante de mudas.

O andamento do projeto está atualmente na etapa de coleta diária e disposição dos resíduos orgânicos para a compostagem, manutenção do solo das mudas de árvores frutíferas e criação da horta circular (mandala). O desenvolvimento das atividades na Escola é desenvolvido com a participação dos alunos, atualmente turmas de 6º e 7º ano, baseado nos princípios da Permacultura e numa pedagogia de amor e respeito pela natureza e pelo próximo. Além disso, conta com a participação e orientação da Professora Cátia e dos voluntários Marcos e Ícaro (Cepagro). Paralelamente, Douglas Flores, representante da comunidade da Escola, segue cursando a disciplina Introdução à Permacultura na UFSC na busca de manter a continuidade de transmissão dos conhecimentos aos professores.

Texto: Petra Viebrantz

Tags: Permacultura na escola
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