Sessão ao vivo: “Jovens mulheres na Agroecologia”

06/08/2020 12:28

Embora muitas vezes invisibilizadas pela lógica mercantil, as mulheres estão presentes em todas as atividades da agricultura familiar. Organizadas em diferentes movimentos sociais, o esforço histórico feito por elas para superar desigualdades de gênero socialmente construídas, na cidade ou no campo, repercute no movimento agroecológico, pois sem feminismo não há agroecologia. As mulheres são produtoras de bens e gestoras do meio ambiente e, principalmente, portadoras de um conhecimento baseado nas relações de afeto e cuidado que são fundamentais para o bem-estar e qualidade de vida no campo.

Apesar de muitos avanços em relação às questões de gênero no meio rural e reconhecendo que há diferenças territoriais importantes no Brasil que impactam tais realidades, as mulheres do campo seguem firmes em sua transição para a agroecologia enfrentamento das questões clássicas de gênero no seio da família e comunidade. Assim é importante reconhecermos como se dá a participação e o papel das mulheres no fortalecimento da agroecologia e quais são suas perspectivas e desafios.

O Núcleo de Estudos em Permacultura da UFSC e o PET Educampo debateu sobre a trajetória de vida de 4 jovens: Joana Nascimento, Josilene Gois, Cátia Rommel e Daphené Arenou, e o enfrentamento do duplo desafio: ser jovem agricultora na atualidade e a opção pela agroecologia.

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Permacultura no Fazendo Gênero 2017

30/08/2017 09:42

As participantes debatendo sobre os princípios da permacultura.

Durante o 11° Fazendo Gênero e a 13ª edição Women’s Worlds Congress sediados na UFSC, foi realizado o minicurso “Introdução a Permacultura”, que versou sobre a ótica ecofeminista e teve a facilitação de Iana Carla Couto e Marcos Montysuma. Utilizando como base suas pesquisas sobre o ecofeminismo, Iana apresentou as conexões e potencial de utilização da permacultura como uma “ferramenta” de ação ecofeminista. Assim, as participantes do minicurso aprenderam sobre a origem, organização e princípios da permacultura e do ecofeminismo. Dentro de uma metodologia participativa de compartilhamento do conhecimento, as participantes também foram convidadas a falar de suas experiências e potenciais para agregação de todas as questões debatidas em suas vidas, tanto pessoal quanto profissional.

O minicurso contou com a participação de pessoas das mais variadas regiões do Brasil, também diferentes orientações sexuais e identidade de gênero. Como resultado Iana comenta: “Esse minicurso possibilitou demonstrar a versatilidade e amplitude da Permacultura, bem como a importância dos princípios de agregar, ao invés de segregar, valorizar a diversidade, entre outros.”

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