NEPerma conclui a terceira etapa de lavantamento de informações de campo pelo projeto Terra Permanente

25/03/2015 21:25
A geógrafa Leticia entrevistando o agricultor Reinaldo em Rio Fortuna.

Leticia e Leila entrevistando o agricultor Reinaldo em Rio Fortuna.

No mês de março de 2015, o NEPerma esteve em campo para continuar os levantamentos de informações da fase de pesquisa do projeto Terra Permanente, integrante do edital 81/2013 do MDA/ CNPq, para revelar o quão a permacultura pode melhorar a qualidade de vida de agricultores, facilitando o planejamento e o manejo de propriedades rurais no bioma Floresta Atlântica.

Dentro das atividades de pesquisa-ação propostas pelo projeto, esta etapa de pesquisa realizou entrevistas com os produtores rurais e foram realizadas coletas de amostras de plantas espontâneas bioindicadoras de saúde do solo, bem como, de serapilheira para o monitoramento da produção de biomassa no período do verão.

A equipe que participou das coletas e entrevistas no sítio Santos Leck em Águas Mornas.

A equipe que participou das coletas e entrevistas no sítio Santos Leck em Águas Mornas.

Em uma das unidades estudadas, o planejamento coletivo de uma ecovila, buscou mapear as espécies arbustivas e arbóreas dos jardins comestíveis já implantados. Para esta unidade, o próximo passo será determinar zonas energéticas individuais e coletivas para o grupo de moradores.

A etapa de pesquisa continuará em 2015 com o acompanhamento das ações das famílias que resolveram incorporar a permacultura em suas rotinas de vida. Serão mais 3 campanhas de campo até dezembro.

NEPerma conclui a segunda etapa de lavantamento de informações de campo pelo projeto Terra Permanente

19/12/2014 11:28
Leila e Leticia em entrevista com Natifio Gardelin.

Leila e Leticia em entrevista com Natifio Gardelin.

No mês de dezembro de 2014, o NEPerma esteve em campo para continuar os levantamentos de informações da fase de pesquisa do projeto Terra Permanente, iniciada em março de 2014 e que envolve produtores rurais de quatro municípios da grande Florianópolis. A equipe participativa e divertida rodou muitos quilômetros na “komboza abacate”, adquirida através do edital 81/2013 do MDA/ CNPq, para revelar o quão a permacultura pode melhorar a qualidade de vida dos agricultores.

Levantamento de características dos solos em uma das propriedades rurais avaliadas.

Cristiane e Leila realizando o levantamento de características dos solos em uma das propriedades rurais avaliadas em São Bonifácio.

Após concluir o Curso de Planejamento em Permacultura os agricultores passaram a implementar, com o apoio da equipe do NEPerma, modificações em seus espaços de manejo. Estas mudanças estão sendo realizadas/monitoradas em um regime de pesquisa-ação. Esta etapa de pesquisa prevê a realização de entrevistas com os produtores rurais, para compreensão das mudanças que a permacultura pode promover na sustentabilidade das propriedades rurais. Além desta ação, estão sendo realizadas coletas de amostras de solos para o entendimento de melhoras na saúde destes, uma vez submetidos ao manejo ecológico.

Leão, Andreia, Marcelo, Celso, Aline, Arthur Arno após concluído o enchimento dos sacos de produção de morangos com a solução local.

Leão, Andreia, Marcelo, Celso, Aline, Arthur, Jefferson e Arno após concluído o enchimento dos sacos de produção de morangos com a solução local.

Na propriedade de Andreia e Leão, produtores neorurais de Águas Mornas, o NEPerma avalia o uso de biomassa local para o cultivos vegetais e para a criação de galinhas. Na produção de morangos, estamos testando a substituição de um pacote comercial por uma solução local de substrato em sacos. No espaço de produção da família Souza em Rio Fortuna, a equipe realizou a coleta de amostras de solos para determinação densidades e fertilidade. Além disso, foi realizado um levantamento de plantas espontâneas bioindicadoras de fertilidade dos solos. Nesta parcela da propriedade está em curso o desenvolvimento de um Sistema Agroflorestal (SAF) que contará com a inserção de galinhas.

Arno, Jefferson e Reinaldo de Souza na área de SAF que receberá a introdução de galinhas no manejo.

Arno, Jefferson e Reinaldo de Souza na área de SAF que receberá a introdução de galinhas no manejo.

Na quarta unidade familiar que o Terra Permanente avalia, o foco da pesquisa está voltado para a reorganização do espaço de convivência de um assentamento coletivo. Esta avaliação partiu do mapeamento da biodiversidade existente e como esta se situa enquanto zonas energéticas da permacultura.

Arthur, Vera, Jefferson, Guisela, Aline, Marcelo e Arno na zona 1 de uma das participantes do projeto SPAço em São Pedro de Alcântara.

Arthur, Vera, Jefferson, Guisela, Aline, Marcelo e Arno na zona 1 de uma das participantes do projeto SPAço em São Pedro de Alcântara.

A etapa de pesquisa continuará em 2015 com o acompanhamento das ações das famílias que resolveram incorporar a permacultura em suas rotinas de vida. Serão mais 3 campanhas de campo até setembro, para sabermos em um total de 18 meses, como estas ações estão afetando a qualidade de vida destas famílias.

Concluído o PDC Terra Permanente

22/10/2014 00:20
Andersson, Fátima, Inácio, Anastácia, Luciano, Letícia, Dianara, Soraya, Lucio Cassandra, Guisela, Arno, Andreia, Theo, Arthur, Marcelo, Grasi (Caio), Rayane, Angela, Reynaldo, Natífio, Celso, Cristiane, Cleusa e Suzano (que fugiu da foto).

Andersson, Fátima, Inácio, Anastácia, Luciano, Leticia, Dianara, Soraya, Lucio Cassandra, Guisela, Arno, Andreia, Theo, Arthur, Marcelo, Grasi (Caio), Rayane, Angela, Reynaldo, Natífio, Celso, Cristiane, Cleusa e Suzano (que fugiu da foto).

Na última semana o NEPerma, em parceria com a ACESPA e CEDEJOR e apoio do MDA e CNPq, concluiu o PDC presencial vinculado ao projeto Terra Permanente. Nessa turma, formaram-se mais 19 permacultores, aptos a multiplicar os conhecimentos da permacultura.

O PDC presencial foi conduzido por 10 instrutores e contou com um total de 105 horas onde os permaculturandos tiveram a oportunidade de vivenciar experiências teóricas e práticas:

  • História da permacultura e a sua inspiração. Por quê Permacultura? (Arthur Nanni)
  • Princípios éticos, dos sistemas e de planejamento (Arthur Nanni)
  • Conceitos fundamentais de ecologia (Jorge Timmermann)
  • Padrões físicos e temporais (Jorge Timmermann)
  • Elementos de paisagem (Jorge Timmermann)
  • Método de planejamento do espaço (Suzana Maringoni)
  • Visita técnica em Yvy Porã (São Pedro de Alcântara/SC)
  • Solos (Marcelo Venturi)
  • Agricultura ecológica (Marcelo Venturi)
  • Sistema Agroflorestais (Grasiela Willrich)
  • Plantas Alimentícias Não-convencionais (Jefferson Mota)
  • Visita técnica no Sítio Silva (Jorge Silva – Anitápolis/SC)
  • Água (Arthur Nanni)
  • Visita técnica no Sítio Igatu (São Pedro de Alcântara/SC)
  • Energia na paisagem (Arthur Nanni)
  • Bioarquitetura (Soraya Nór)
  • Estruturas invisíveis (Arthur Nanni)
  • Diagnóstico rural participativo (Thaise Guzzatti e José Giovani Farias
  • Visita técnica às Unidades Familiares Produtivas em São Bonifácio, Rio Fortuna, Águas Mornas e São Pedro de Alcântara
  • Apresentação dos projetos finais de planejamento permacultural para a Unidade Familiar produtiva.

Em 2015 o NEPerma irá oferecer o seu primeiro PDC à distância, em parceria com o MDA e CNPq.

Lá se foi o quarto bloco do projeto Terra Permanente

16/09/2014 08:55
José Giovani e Thaise conduzindo o diagnóstico rural coletivo.

José Giovani e Thaise conduzindo o diagnóstico rural coletivo.

O NEPerma, em conjunto com a ACESPA e CEDEJOR e apoiado pelo MDA e CNPq, concluiu o quarto bloco PDC presencial do projeto Terra Permanente. Neste bloco foram mais três dias de intensa atividade, incluindo dois dias de campo onde os permaculturandos puderam conhecer as quatro Unidades Familiares Produtivas (UFPs), que serão alvo do projeto final.

No terceiro dia, o Diagnóstico Rural Participativo conduzido pelos colegas José Giovani (Epagri) e Thaise (UFSC), pode fornecer aos cursistas uma visão abrangente da situação da realizada das quatro UFPs, duas de produtores agroecológicos e duas de moradores neorurais em estabelecimento, sendo uma unifamiliar e outra com proposta de ecovila.

O bloco contou ainda com a experiência dos colegas Jorge e Suzana, que acompanharam os três dias do bloco, auxiliando os permaculturandos no diagnóstico.

Jorge, Suzana, Anastácia, Lúcio e Reinaldo conferindo o diagnóstico rural participativo.

Jorge, Suzana, Anastácia, Lúcio e Reinaldo construindo o diagnóstico rural participativo.

Os cursistas caminham agora para o projeto final de planejamento permacultural nas quatro UFPs selecionadas.

Para fechar, o NEPerma ainda participou no sábado dia 13/09, do 2o. Acampamento da Juventude da Agricultura Familiar e da Pesca, em Orleans-SC. A juventude rural pode saber um pouco mais sobre o que é Permacultura e como ela pode ser praticada para gerar maior qualidade de vida no campo.

 

NEPerma conclui o terceiro bloco do PDC Terra Permanente

14/08/2014 23:02
A arquiteta Soraya Nór compartilhando conhecimentos sobre a técnica construtiva com barro bambu-a-pique.

Soraya Nór compartilhando conhecimentos sobre a técnica construtiva com barro bambu-a-pique.

Nesta semana o NEPerma concluiu o 3o. bloco do curso de planejamento permacultural (PDC) do projeto Terra Permanente. Foram mais três dias de intensas atividades junto a ACESPA, parceira no desenvolvimento do projeto Terra Permanente.

Neste bloco, os alunos vivenciaram a discussão acerca da sistematização de águas na paisagem e no ambiente planejado, bioconstruções, energia na paisagem e o seu aproveitamento e, estruturas invisíveis.

Arthur Nanni apresentando do Sistema Agroflorestal (SAF) "de carona" implanto na Zona 3 do sítio Igatu em São Pedro de Alcântara.

Arthur Nanni apresentando do Sistema Agroflorestal (SAF) “de carona” implanto na Zona 3 do sítio Igatu em São Pedro de Alcântara.

Os alunos do curso, representados por agricultores e extensionistas rurais de seis municípios de Santa Catarina, prosseguirão até outubro participando de atividades teórico-práticas para melhor compreender as potencialidades de aplicação da permacultura em suas propriedades rurais, desde a concepção de pequenos elementos até o planejamento sistêmico integrado.

Este bloco do curso contou com duas práticas, a bioconstrução de paredes a partir da técnica construtiva bambu-a-pique e também, a visita técnica ao sítio Igatu, para verificação de conhecimentos até aqui compartilhados, como distribuição de zonas, seus elementos constituintes e formas de manejo integradoras entre zonas energéticas da propriedade rural.

“Sinta o fluxo e trabalhe com ele”

Em tudo existe energia, então, se a gente não souber sentir aonde está esta energia no espaço em que a gente tá, a gente não vai conseguir trabalhar com esse fluxo e não vai deixar a natureza fazer o trabalho dela e a gente conseguir trabalhar junto com ela.

Reinaldo de Souza – agricultor de Rio Fortuna – SC

 O curso de planejamento permacultural do projeto Terra Permanente tem o apoio do MDA e CNPq.

NEPerma inicia o projeto Terra Permanente

09/06/2014 22:09

Os colegas Marcelo e Arno no primeiro dia.

Nesta segunda teve início a etapa de extensão do projeto Terra Permanente, que ocorre nas dependências da Associação Campo e Ervas de São Pedro de Alcântara (ACESPA) na grande Florianópolis. O projeto conta com financiamento do Ministério de Desenvolvimento Agrário e CNPq e é uma iniciativa do NEPerma em parceira com a ACESPA e CEDEJOR.

Esta etapa do projeto prevê a formação de 25 permacultores e abrange 6 municípios da grande Florianópolis. O público do curso envolve agricultores, extensionistas rurais e professores universitários, que irão vivenciar experiências da permacultura, através de um Curso de Planejamento Permacultural com 90 horas.

Agricultor agroecológico Natifio de São Bonifácio e outros permaculturandos.

 

O curso conta com a experiência dos permacultores Arthur Nanni, Grasiela  Willrich, Jefferson Mota, Jorge Silva, Jorge Timmermann, Marcelo Venturi e Suzana Maringoni. O programa do curso tem previstos mais 4 encontros até outubro e contará com 6 atividades técnicas de campo, com visitação em propriedades que contam com planejamento permacultural na grande Florianópolis.

Ao longo do curso serão selecionadas 5 propriedades rurais que serão monitoradas na segunda etapa do projeto através de uma metodologia de pesquisa-ação, voltada para o entendimento de como a permacultura pode agregar qualidade de vida a agricultura familiar.