Permacultura | Permaculture
  • Curso de Planejamento em Permacultura para docentes da UFSC

    Publicado em 21/04/2017 às 07:59

    O NEPerma oferecerá em julho um Curso de Planejamento em Permacultura voltado para docentes da UFSC. Esse curso tem a mesma carga horária do Permaculture Design Course, que é reconhecido internacionalmente e compartilhado há 5 anos pelo NEPerma em nível de graduação na UFSC através da disciplina Introdução à permacultura. O programa do curso será idêntico ao da disciplina.

    O objetivo desse curso é fortalecer a permacultura dentro da UFSC, sensibilizar e unir professores entusiastas dessa ciência sistêmica de cunho ambiental, para a estruturação de um curso de graduação em Permacultura, cuja proposta está sendo construída pelo NEPerma.

    O curso terá carga horária de 80 horas e tem previsão para ser realizado entre os dias 10 – 14 e 17 -21 de julho próximo. Se você deseja participar do curso, preencha aqui o formulário. O curso é voltado para professores efetivos da UFSC, porém caso não sejam preenchidas todas as vagas, professores de outras IFES serão bem-vindos, Para tal os interessados externos deverão ao preencher o formulário no campo “Seu centro/campus” selecionar a opção “Externo à UFSC (lista de suplência) e após isso informar sua instituição no próximo campo.

    O que é permacultura?


  • O controverso terceiro princípio ético da permacultura

    Publicado em 15/04/2017 às 17:49

    A permacultura tem três princípios éticos e vários princípios de planejamento, que pelo cocriador da permacultura, David Holmgrenseriam em 12 e que nos ensinam o que deve ser percebido e estimulado ao se planejar um ambiente humano visando sua permanência, durabilidade.

    Os princípios éticos da permacultura seriam  1. Cuidar da terra, 2. Cuidar das pessoas, e 3. Compartilhar excedentes (inclusive conhecimentos), sendo esse último também chamado de Partilha justa e/ou Limites ao consumo OU ???. Esses 3 princípios éticos em alguns momentos já foram considerados em quantidade de quatro, justamente pelas polêmicas relacionadas ao terceiro princípio. Então aqui traduzimos um artigo, escrito por Tobias Long, que trata justamente desse polêmico terceiro princípio ético da permacultura e assim criamos uma oportunidade de se aprofundar no conhecimento da ética permacultural.


    O controverso terceiro princípio ético da permacultura

    por Tobias Long, tradução de Marcelo Venturi – Neperma, do artigo original postado em 6 de abril de 2017 pela World Wide Permaculture.

    O coração da permacultura é enraizado na adesão na filosofia dos seus três princípios éticos. Os dois primeiros, Cuidar da Terra e Cuidar das Pessoas, têm sido amplamente aceitos pela comunidade pelo que eles são – simples e lógicos. A terceira ética, no entanto, tem sido objeto de debates[1] entre os praticantes de permacultura por muitos anos.

    De fato, a discussão em curso sobre as várias interpretações desta terceira ética pode oferecer alguma explicação sobre por que a filosofia da permacultura não se tornou um conceito mais popular - apesar de ter sido abraçada por comunidades e profissionais em todo o mundo.

    Limites e equidade

    Inicialmente, a terceira ética foi introduzida como “Estabelecer Limites à População e ao Consumo“, mas tem sido expressa em uma ampla variedade de maneiras diferentes desde então: “Partilha Justa” (Fair Share), “Limitar o Uso de Recursos e População“, “Compartilhar Excedentes” [inclusive conhecimentos] e “Viver com Limites“. Embora exista, obviamente, uma sobreposição entre essas expressões, a ideia de que a terceira ética é um pouco aberta à interpretação deixa um pouco de interrogação quanto à aplicação desses princípios no design da permacultura.

    O significado por trás da terceira ética, de acordo com o Permaculture Designer’s Manual escrito por Bill Mollison, é a teoria de que “ao governar nossas próprias necessidades, podemos definir recursos à parte para focar os princípios anteriores”, referindo-se às duas éticas anteriores da permacultura. No entanto, quando a frase é abreviada apenas para a ideia de “estabelecer limites para a população”, pode levar a mal-entendidos – particularmente por militantes da justiça social, que levantaram preocupações em torno de genocídio e eugenia que poderiam ser falsamente encontrados nessa frase.

    Na década de 1980, o pioneiro da permacultura dinamarquesa, Tony Andersen, reformulou a terceira ética como “Partilha Justa” (Fair Share), em um esforço para evitar qualquer discussão sobre esses conhecimentos controversos. Mas enquanto esta frase simples soa agradável quando combinada com as duas outras éticas, deixa para fora uma das ideias principais atrás deste terceiro princípio ético – o conceito de projetar dentro dos limites.

    População vs Uso de Recursos

    Os ecologistas definem a “capacidade de carga” como o tamanho da população que um ambiente pode sustentar durante um período de tempo, levando em consideração os vários recursos disponíveis nesse ambiente. Quando a quantidade de recursos requerida por uma espécie for igual à quantidade de recursos disponíveis, a capacidade de de carga é atingida. Se a população continuar a aumentar e a quantidade de recursos não, a natureza corrige o desequilíbrio, garantindo que as taxas de mortalidade subam acima das taxas de natalidade – deixando a população de volta abaixo da capacidade de carga.

    Este é o desafio apresentado pela terceira ética da permacultura - viver dentro dos limites, para manter nossa população global e o uso de recursos sob a capacidade de carga. À medida que a nossa população aumenta, haverá obviamente menos recursos disponíveis para cada indivíduo. A permacultura tenta usar o planejamento sustentável para determinar um uso médio dos recursos que pode ser mantido por um longo período de tempo, o que é parte da teoria por trás dessa terceira ética controversa.

    À medida que uma escassez global de alimentos surge como resultado do impacto negativo da mudança climática sobre as safras, a ideia de capacidade de carga e de viver dentro dos limites torna-se ainda mais necessária. No entanto, o maior problema que enfrenta o nosso planeta não é necessariamente uma crescente população nos países menos desenvolvidos, mas sim o excesso de consumo das populações ocidentais o que mais contribui para o nosso desequilíbrio no uso dos recursos.

    Esta terceira ética tenta abordar esta questão, confrontando uma das partes mais feias da natureza humana: a ganância. É esta ganância que nos leva a acumular recursos muito além do que poderíamos usar – mesmo enquanto os outros lutam para prover o suficiente para si ou para suas famílias. Isso não só é errado, como é insustentável no longo prazo.

    Permacultura e Socialismo

    Parte dessa terceira ética significa entender que a permacultura inclui a ideia de que as necessidades básicas de todos devem ser atendidas – incentivando a justiça não apenas entre os humanos, mas também entre a humanidade e outras espécies. Mas mesmo essa interpretação está sujeita à visão de mundo de um indivíduo. Pessoas com tendências mais socialistas ou comunistas poderiam levar esta ideia a dizer que “se você fizer mais do que você precisa, você deve dar a outros – incluindo aqueles que não fizeram nada para ganhá-lo“.

    Embora o altruísmo seja certamente encorajado, a história mostrou que os conceitos governantes do socialismo e do comunismo foram insustentáveis. A interação desta ética como um dos princípios motrizes da permacultura pode explicar em parte por que a filosofia não tem sido mais amplamente abraçada – ela promove o pensamento de que, para praticar a permacultura da maneira como Mollison e o cofundador David Holmgren pretendiam, eles deveriam dar todos os seus pertences e viver em uma comuna com outros permacultores.

    Esta ideia foi mesmo levada um passo adiante, teorizando que qualquer um dos excedentes produzidos através do planejamento em permacultura deve ser compartilhado - incluindo o conhecimento. Em vez de aceitar pagamentos por ensinar, consultar ou escrever, essas informações devem ser distribuídas gratuitamente. É uma boa ideia, mas é difícil convencer as pessoas a colocar sua energia e recursos em um projeto onde as recompensas serão compartilhadas com pessoas que não fizeram nada para ganhá-los.

    Permacultura não é socialismo[2]. Os praticantes não são obrigados a viver em uma comuna, trabalhando de graça e dando o seu excedente. Permacultura não impede você de ganhar uma vida decente – na verdade, permacultura pode trazer aos praticantes todos os tipos de benefícios, incluindo financeiros. Mas enquanto esta crença [na necessidade dependente do dinheiro] continuar a permear a sociedade dominante, será difícil para os permacultores trazerem esta ciência para as massas.

    Andando em frente

    Em vez disso, esta terceira ética controversa deve agir como uma luz orientadora para ajudar os indivíduos a examinarem seu uso de recursos com mais cuidado – atentos para reduzir seu consumo e enfrentar o desafio social de compartilhar não só o excedente, mas também o trabalho e a produção. Permacultura é sobre comunidade, sobre resiliência e sobre sustentabilidade.

    Mais pessoas estão começando a adotar o conceito “Retorno do Excedente” como a expressão da terceira ética[3], o que pode estar mais de acordo com o significado original desse princípio. Em vez de criar desperdício, permacultores são incentivados a devolver o excesso de volta para onde ele veio. Isso pode se aplicar em um sentido ambiental através de práticas como cortar e soltar ou permitir que o produto amadurecido para decompor e fertilizar o solo.

    Mas o conceito também se aplica a outros aspectos da permacultura, incluindo seu investimento de tempo, trabalho e recursos. Retornos sobre esses investimentos, financeiros ou de outro tipo, podem ser direcionados e colocados de volta em sua prática de permacultura – garantindo sustentabilidade e resiliência.

    Quando aplicadas à prática da permacultura, essas éticas devem ser usadas para orientar o tipo de planejamento estratégico que nos ajudará a trabalhar em direção a um futuro onde não nos preocupamos apenas com nós mesmos, mas também com outras populações humanas e não humanas e até com a própria Terra.


    Para Saber Mais Sobre

    World Wide Permaculture e Permacultura UFSC

    Facebook: https://www.facebook.com/worldwidepermaculture/ e
    https://www.facebook.com/groups/Permacultura.UFSC/

    Publicação original: http://worldwidepermaculture.com/controversial-third-ethic-permaculture/

    Republicada também em: http://permaculturenews.org/2017/04/13/controversial-third-ethic-permaculture/

    Notas do tradutor

    [também entre colchetes ao longo do texto]:

    [1] Assim como é comum ocorrer com todas as polêmicas que envolvem a simplificação das definições das ciências humanas. Os dois primeiros princípios éticos remetem, indiretamente, às questões ambientais e sociais, e este terceiro remeteria à sustentabilidade “econômica” real, e não àquela defendida pelo mercado através do falacioso tripé da sustentabilidade (social, ambiental e econômica), como é bem questionado por Ignacy Sachs, Carlos Walter Porto-Gonçalves e outros autores.

    [2] Permacultura sem dúvida não é socialismo nem comunismo, muito menos capitalismo – já que esse se baseia na competição e num crescimento infinito. Eu acredito que como uma lógica ambiental e social assim proposta, ela seja muito mais próxima de um cooperativismo, ou um terceiro caminho ainda mais equilibrado e que remete ao anarquismo, sempre consciente, talvez com uma certa influência de Kropotkin, com sua “Ajuda mútua”, e outros autores e que seria uma ecologia social aplicada de forma consciente a direcionar a sociedade às relações ecológicas positivas, como é o mutualismo.

    [3] Eu particularmente, quando ministro as aulas referentes aos princípios sempre apresento pelo menos duas formas: Partilha Justa – que é o que está descrito nas figuras de David Holmgren e por isso utilizo desta forma – e Compartilhar excedentes, inclusive conhecimentos que é o que mais simpatizo por considerar a forma mais compreensível. A expressão em inglês Fair share, apesar de literalmente significar partilha justa, as vezes me remete a outro uso não tão libertário mas mais capitalista que é o comércio justo ou mercado justo. Mas isso é apenas uma questão de interpretação minha e não seu significado real. E a expressão Retorno do excedente não sei se em português repassa tão bem o que quer dizer este princípio e que não seja dito pelo Compartilhar excedentes, mas por outro lado apresenta uma questão bem mais ambiental que é a questão do deixar o que é da natureza lá, caso não seja usado e assim abre realmente uma nova interpretação e ação pra maioria dos permacultores, numa visão bem mais preservacionista que conservacionista. Este seria nosso papel? Será que precisamos tanto assim? Vale a reflexão. Isto é, mesmo com este texto explicando bem as questões ao redor deste terceiro princípio ético creio que ainda não chegaremos a um consenso.


  • NEPerma participa de oficinas da ABA

    Publicado em 27/03/2017 às 13:35
    Arthur Nanni na palestra da UPF.

    Arthur Nanni na palestra da UPF.

    Na semana entre 20 e 25 de março, o NEPerma esteve presente nas Oficinas de Sistematização de Experiências em Agroecologia, promovidas pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) na região sul.

    As oficinas ocorreram na Universidade de Passo Fundo, onde o NEPerma apresentou a palestra “O que é Permacultura?” para o publico de alunos e professores da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária. A FAMV conta com um Núcleo de Estudos em Agroecologia, que vem promovendo o desenvolvimento da agroecologia com parceiras regionais no território da produção.

    Na sequência da programação das oficinas, foi a vez da Universidade Federal da Fronteira Sul receber a equipe da ABA e representantes dos demais núcleos de estudos em agroecologia da região sul. O campus da UFFS de Laranjeiras do Sul-PR sedia o curso de Agronomia com ênfase em Agroecologia e conta com docentes com formação voltada para o ensino de técnicas sustentáveis de produção de alimentos. A UFFS conta ainda com as ações dos Núcleos de Estudos em Agroecologia (NEA-UFFS) e Estudos em Aquicultura com Enfoque Agroecológico (AquaNEA).

    O NEPerma esteve presente em todas as oficinas realizadas na região sul buscando levar para o entendimento dos demais grupos que promovem a agroecologia, o que é permacultura e como ela pode contribuir e participar para o estabelecimento de redes de interação e trocas de saberes no campo. A participação do NEPerma nas oficinas é fruto das atividades do Núcleo em virtude das ações desenvolvidas pelo Projeto Terra Permanente, que teve apoio financeiro do Ministério do Desenvolvimento Agrário e CNPq.


  • 5 anos de permacultura na UFSC

    Publicado em 31/01/2017 às 15:24

     

    Relação das vagas ofertadas, ocupadas, suplentes (sem vaga) e formados permacultores.

    Gráfico 1 – Relação das vagas ofertadas, ocupadas, suplentes (sem vaga) e formados permacultores.

    Em fevereiro de 2011 um total de 22 permacultores vindos dos seis diferentes biomas brasileiros, reuniram-se em Florianópolis para discutir o currículo proposto no início dos anos 80 por Bill Mollison, para a formação de pessoas no entendimento do planejamento de assentamentos humanos sustentáveis, o tradicional Permaculture Design Course (PDC – curso de planejamento permacultural).

    Esse encontro originou um programa de ensino atualizado, baseado nas energias que fluem na paisagem, que inspirou ainda em 2011, a criação da disciplina “Introdução à Permacultura” junto ao curso de graduação em Geografia. A disciplina, que começou a ser ofertada em 2012/1 e chega em 2016/2 a sua décima edição, foi o ponto inicial das atividades da permacultura na UFSC.

    Para a surpresa do grupo de permacultores envolvidos na disciplina, desde a sua segunda edição em 2012/2, a demanda por vagas passou a ser superior que a capacidade ofertada, como mostra o gráfico acima. Alunos de diversos cursos da UFSC passaram a procurar a disciplina para complementar sua formação. Com base nesse cenário, a partir da quarta edição em 2013/2, o preenchimento das vagas começou a contemplar estudantes de outros cursos de graduação da UFSC, UDESC e pessoas externas, quando possível. Essa ação se refletiu em um forte aumento na demanda por vagas, cuja ascensão é mais clara a partir do semestre de 2014/1 (Gráfico 1).

    Ainda há de se mencionar que, além do completo preenchimento das vagas desde a segunda edição, o número de alunos que ingressam na disciplina e a concluem é também expressivo, mantendo sempre taxas acima de 75% (Gráfico 1), demonstrando o interesse dos acadêmicos pelo tema.

    Diversidade de cursos de origem dos alunos interessados em cursar a disciplina.

    Gráfico 2 – Diversidade de cursos de origem dos alunos interessados em cursar a disciplina.

    Essa abertura de vagas fez também com que aumentasse a diversidade de cursos de origem de alunos interessados em cursar a disciplina (Gráfico 2), fato que incentivou a inserção da disciplina na grade dos curso de graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas, curso que apresenta sempre muitos acadêmicos interessados em participar da disciplina.

    Com o forte interesse de desenvolver melhor a permacultura na UFSC, o grupo de docentes envolvidos na disciplina resolve criar em 2013, o Núcleo de Estudos em Permacultura (NEPerma), que passa a atuar junto ao Laboratório de Análise Ambiental desde então.

    Em 2013 o NEPerma acolhe também o Projeto de recuperação ambiental do Bosque da UFSC, através do planejamento por setores e zonas energéticas, aplicando métodos de ecologia cultivada no processo. O projeto segue em desenvolvimento e tem oferecido a comunidade acadêmica e do entorno a oportunidade de compreender mais sobre como interagir adequadamente a natureza.

    Ainda no mesmo ano, tem início o projeto Permacultura na Escola, que buscou levar a educação ambiental por meio da permacultura à escolas de ensino fundamental em Florianópolis.

    Em 2014 o NEPerma passa a desenvolver o projeto Terra Permanente, que buscou compartilhar os conhecimentos da permacultura com extensionistas rurais e agricultores da grande Florianópolis. O projeto seguiu até o final de 2016 e certificou 34 permacultores, sendo 19 em módulo presencial e 15 no ensino à distância.

    Em 2016 o NEPerma certifica, através do projeto PermaChico, jovens seminaristas e freis capuchinhos em Almirante Tamandaré no Paraná e com isso passa a fortalecer a relação desses com a questão ambiental.

    Ainda na caminhada, os permacultores atuantes pelo NEPerma produziram materiais audiovisuais que deram origem às teleaulas do PDC EaD Terra permanente, que seguem livres para serem acessadas e replicadas.

    Aula de Leitura da Paisagem com educandos da 10ª turma.

    Aula de Leitura da Paisagem com educandos da 10ª turma.

    Como atividades complementares, dois documentários foram legendados para o português, Sementes da Permacultura e A voz do vento. Tais ações buscam aproximar o público brasileiro do que está acontecendo no mundo em termos de culturas de permanência.

    Paralelamente a todas essas atividades, o NEPerma já fomentou a conclusão de 3 Trabalhos de Conclusão de Curso e segue desenvolvendo uma pesquisa de doutoramento, que busca compreender como a permacultura tem incentivado pessoas a migrarem de cidades para áreas rurais.

    O grupo de professores atuantes no NEPerma trabalha agora para a criação de um curso de graduação em permacultura. Para tal, segue discutindo o Projeto Pedagógico de Curso.

    Esse curso buscará formar cidadãos aptos a atuar na gestão de recursos naturais, generalistas em sua formação acadêmica, com conhecimentos técnico-científicos e sociotécnicos que o capacitem a absorver e desenvolver novas tecnologias e métodos apropriados a permanência da espécie humana no planeta.

    O curso busca, assim, estimular uma atuação crítica e criativa na identificação e resolução de problemas, considerando os aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais, com visão ética, holística e humanística, em atendimento às demandas sociais e ambientais.

    Estamos só iniciando. Que venham os próximos 5 anos!

    Quer saber mais? Visite permacultura.ufsc.br

     

     


  • Aqui está a 10ª turma de permacultores da UFSC

    Publicado em 10/01/2017 às 13:38
    A 10ª turma -

    A 10ª turma – Iasmin, Ademar, Mariah, Evandro, Arthur, Arno, Alexandre, Marina. Giorgia, Larissa, Theo. Marcelo Eduardo Carol, Lucas, Marco. Fugiram da foto: Telémakos, Clara, Tamara e Giuliano

    A disciplina Introdução à Permacultura (GCN7938), uma iniciativa do NEPerma, acaba de certificar mais 17 novos permacultores. No total, 190 educandos se formaram pelo Núcleo em ações de ensino e extensão. Esta turma seguiu na mesma linha das anteriores, com participação de alunos da UFSC de diferentes cursos de graduação, dentre eles, geografia, biologia, geologia, arquitetura, direito, economia, antropologia, artes cênicas, história, psicologia e zootecnia. Desta forma, o NEPerma confirma seu compromisso com a transdisciplinaridade na academia.

    O projeto final de planejamento territorial desenvolvido pelos alunos do semestre 2016/2, envolveu o planejamento de um sítio unifamiliar em Paulo Lopes na grande Florianópolis. A turma foi divida em três grupos, que apresentaram diferentes ideias em relatórios, mapas e maquetes digitais.

    No próximo semestre as aulas acontecerão nas tardes das terças e nosso âncora de turma será o permacultor Arno Blankensteyn.

    Após a conclusão de mais esse PDC perguntamos aos educandos O que é permacultura para você?

    Veja algumas respostas abaixo…

     

    A opinião do educando Telémakos Gandash Endler (Artes Cênicas)

    A opinião do educando Telémakos Gandash Endler (Artes Cênicas)

    “Um novo olhar para o local que estamos inseridos, buscando entender o que te rodeia e utilizar da melhor maneira o que te é oferecido. Por isso falta ao mundo se perguntar o que a permacultura me ensinou: “o que o planeta tem a me oferecer?” ao invés de “o que/quanto este planeta pode produzir?”. Saber ler a paisagem, saber entender a dinâmica da natureza e da sociedade, saber utilizar e reutilizar, saber transformar problemas em soluções. Isso é a permacultura para mim.”

    Alexandre Santos – Geografia


  • Turma para 2017/1 da Permacultura no CFH

    Publicado em 19/12/2016 às 12:27

    Em 2017/1 haverá mais um edição da disciplina Introdução à permacultura, que possui o mesmo currículo e carga horária de um Curso de Planejamento Permacultural (Permaculture Design Course – PDC).

    Neste período de matrículas procure pelo código GCN7938 – Introdução à permacultura e efetive sua matrícula, mesmo que o sistema acuse “sem vagas”. As aulas que constituem o PDC de 90 horas ocorrerão nas tardes das TERÇAS e temos previstas 2 atividades de campo.

    Um total de 8 vagas adicionais serão definidas ao final do segundo encontro (2ª semana). Efetive a matrícula na disciplina e garanta a suplência. Depois, apareça nos dois primeiros encontros para acompanhar a definição do preenchimento das vagas.

    As aulas desse semestre ocorrerão na sala 325 do CFH. Lembre-se! Se você cadastrou a matrícula participe das duas primeiras aulas para pleitear vaga.

    Para aqueles que não conseguiram uma vaga na turma, o conteúdo das aulas pode ser acessado aqui, somente até julho de 2017, quando o sistema fecha automaticamente.


  • Permacultura e educação ambiental são temas de TCC na geografia

    Publicado em 17/12/2016 às 20:34
    Petra Viebrantz e a banca avaliadora de seu trabalho de conclusão de curso.

    Petra Viebrantz e a banca avaliadora de seu trabalho de conclusão de curso.

    O trabalho de conclusão e curso (TCC) de Petra Viebrantz, que versou sobre “A permacultura como estratégia de educação ambiental formal: potencialidades e limitações“, foi apresentado em 16 de dezembro de 2016 no NEPerma, sob a avaliação da banca constituída pelo orientador Arthur Nanni, a Profa. Rosemy Nascimento doutorando em Geografia e Mestre em Ecossistemas Marcelo Venturi.

    O trabalho apresenta uma revisão bibliográfica sobre a permacultura expondo sua visão, os princípios éticos e o método de planejamento espaços, abordando a temática sobre permacultura em escolas e o ensino de educação ambiental formal. O TCC versou sobre as principais políticas públicas e programas relacionados ao tema no Brasil, em Santa Catarina e no município de Florianópolis, contextualizando também a função social das escolas dentro desta temática.

    O TCC nasceu de um estudo de caso vinculado ao projeto de extensão “Permacultura na Escola”, realizado na EBM Maria C. Nunes, localizada no bairro Rio Vermelho em Florianópolis entre 2013 e 2014, relatando como se deu a realização do planejamento permacultural e o processo pedagógico de ensino baseado na permacultura desenvolvido na escola, apontando através de resultados de pesquisa, quais foram os potenciais e as limitações encontradas.

    Texto de Petra Viebrantz com revisão de Arthur Nanni


  • NEPerma participa de encontro de sistematização de Núcleos de Agroecologia

    Publicado em 16/10/2016 às 09:36

    Nos dias 18 a 20 de setembro de 2016, Marcelo Venturi e Arthur Nanni representaram o NEPerma, juntamente com a komboza, em uma estada na  ELAA – Escola Latinoamericana de Agroecologia, no município de Lapa/PR.

    O encontro teve o objetivo de sistematizar as experiências dos núcleos de agroecologia das universidades do sul do Brasil, que foram criados/aprimorados durante os últimos editais do CNPq relacionados ao assunto. Mas além desses núcleos, foram convidados alguns representantes de outros grupos e coletivos, visando contribuírem com a prática. Assim estiveram também, por exemplo, indígenas Guaranis do Morro dos Cavalos, que foram nossa mais agradável surpresa, abaixo entenderão o porquê.

    Algumas outras pessoas da UFSC ficaram de ir e não foram. Mas em minha contagem inicial estávamos em torno de 36 participantes de núcleos na abertura, e destes em torno de 12 têm alguma ligação direta com a UFSC, através dos 5 núcleos ou projetos que foram desenvolvidos aqui. A saber: O NEPerma, o CCA com o pessoal do PRV coordenado pelo prof Pinheirinho e do Plantio Direto coordenado pelo prof Jucinei, da rede de SAFAS coordenado pelo prof Ilyas e o pessoal do EduCampo/CED, coordenado pela Profa. Thayse. Assim, a UFSC esteve presente em peso. Apesar disso ser interessante por demonstrar nossa força no sentido da agroecologia no sul do país, essa participação nos mostra também outro ponto: sabemos que além destes núcleos oficialmente representados temos, como UFSC, vários outros grupos relacionados diretamente à temática – Neamb, Gepa, GeaBio, horto do HU, Compostagem, etc… E NÃO CONVERSAMOS ENTRE NÓS. Somos eficientes em agir para fora da instituição mas trocamos e conversamos pouco com quem está em casa.

    Além dos supracitados, outro grupo semelhante presente foi um grupo sem vinculação oficial à universidade do litoral do paraná, mas relacionado à esta, que se diz autogestionado e apresentou materiais assumidamente anarquistas. Também estavam presentes outros tantos núcleos com ricas experiências, e alguns que lamentamos não poder ajudar mais ou não ter mais pernas para atendermos no que diz respeito à demandas de Cursos de Planejamento em Permacultura (PDC) em suas cidades/universidades.

    Após apresentações tivemos agradáveis recepções incluindo uma abertura emocionante com pessoas de diversos países que são jovens estudantes da ELAA. Em seguida traçamos uma linha do tempo da agroecologia no Sul do Brasil, através dos relatos do que cada um considerou importante para si. Aí algumas coisas começaram a me chamar atenção: o assunto permacultura na linha surgiu por outras pessoas além de nós, no caso, pelos índios Guaranis do Morro dos Cavalos (Palhoça/SC). Outros pontos marcantes colocados nessa história foi o primeiro PDC do Brasil com Bill Mollison em Porto Alegre no RS em 1992, os demais PDCs e os Congressos Brasileiros de Agroecologia.

    Aprendemos e exercitamos algumas técnicas de sistematização, que ajudam muito na organização de grupos que tem objetivos claros. Isso já nos serve de dica. Precisamos ter clareza do que queremos. Nestes exercícios de sistematização das experiências da região, separados em temas avaliaríamos impressões dos núcleos em relação a esses assuntos. Neste momento o grupo dos indígenas pediu para fazer a parte, pois a realidade deles é bem diferente da nossa e acabam, por isso, sendo excluídos nos discursos. Assim, preferiram fazer toda a análise sozinhos.

    Após os grupos apresentarem os resultados da análise coletiva os Guaranis falaram de suas demandas, trabalhos desenvolvidos e relataram uma importante experiência que tiveram recentemente, um PDC que participaram no Instituto Çarakura.

    “Após este PDC, os Guaranis retornaram pra aldeia e os demais membros começaram a perguntar o que era Permacultura. Para explicar, os representantes que participaram pediram para os seus colegas desenharem ´NHANDEREKÓ“, uma palavra em guarani que significa MODO DE VIDA GUARANI e envolve tudo o que é deles: agricultura, natureza, fé e religião, vida, modo de viver, etc. Depois dos colegas índios desenharem o nhanderekó, os que fizeram o PDC falaram: “- então, isso é permacultura! É o nome que os brancos dão pra nhanderekó!”
    Não preciso dizer que tivemos uma agradável surpresa, mas infelizmente esse momento não foi gravado. Conclui que devemos pensar numa boa parceria também com esse povo.

    COMPROMISSOS

    • Evento pra julho de 2017 com objetivo de reunir todos esses grupos e núcleos de SC, envolvendo outras universidades, grupos independentes, experiências científicas, etc, a fim de conhecermos, trocarmos experiências e organizarmos uma rede catarinense.
    • Unir todos grupos que trabalham agroecologia na UFSC nas Sepex - Semana de Ensino Pesquisa e Extensão da UFSC, através de um estande em conjunto. Assim teremos obrigação de nos reunir pelo menos uma vez por ano e tomar conhecimento do que os grupos daqui estão fazendo.

    Algumas impressões finais

    Temos muitos objetivos em comum com outros grupos de agroecologia, mas realmente a permacultura se difere por sermos “mais radicais” que o restante. Acho que um pouco disso se deve pelos representantes que enviamos.

    Conseguimos deixar claro nossos posicionamentos nos sentidos: (1) da busca pela autonomia, tanto dos agricultores quanto dos núcleos e grupos, em relação ao governo. Nosso posicionamento valorizando em primeiro lugar o autoconsumo e apenas depois o compartilhamento de excedentes, enquanto que um discurso padrão nos demais grupos sempre remete “à renda do agricultor”. Até nisso nos aproximamos mais dos indígenas.
    (2) Na relação que vemos de libertar o agricultor e os núcleos de qualquer dependência, seja de insumos e agrotóxicos, assim como a dependência de grandes empresas de tecnologias, dos governos, e até discutimos a questão dos softwares livres como Linux e todos os programas que utilizamos em nosso projetos. Isso teve muito boa receptividade, quero ver coragem das pessoas adotarem.

    Algumas fotos estão disponíveis na galeria de fotos do Neperma:
    http://galeria.ufsc.br/permacultura/outros/  e no facebook.

    Relato e opinião por Marcelo Venturi


  • Alunos de 10 diferentes cursos de graduação vivenciarão permacultura em 2016/2

    Publicado em 30/08/2016 às 18:04

    A décima edição da disciplina Introdução à Permacultura teve uma enorme procura por vagas, totalizando 90 pessoas oriundas de 23 cursos de graduação e pessoas externas à UFSC, que solicitaram ingresso em uma das 20 vagas ofertadas na turma de 2016/1.

    procura_ocupacao_2016_2

    Educandos interessados em cursar a disciplina “Introdução à permacultura” (em azul) e aqueles que irão cursá-la nesse semestre (em laranja).

    Após priorizar os alunos do cursos de Geografia e Ciências Biológicas, que apresentam a disciplina em suas grades curriculares, o preenchimento de vagas remanescentes é realizado a partir da lista de suplência fornecida pelo CAGR/UFSC, por intermédio do IAP do educando.

    Uma composição eclética da turma é necessária para que diferentes linhas de pensamento enriquecer o aprendizado dos 20 alunos que seguirão até o final do semestre. A troca de saberes é essencial na formação em permacultura e é um objetivo permanente do grupo de 11 colaboradores que estarão a frente do processo de ensino nesse semestre.

    Um total de 7 pessoas externas à UFSC interessadas em cursar a disciplina participaram dos dois primeiros encontros, bem como um pós-graduando, porém nenhuma destas demandas pode ser atendida, pois a suplência na matrícula prioriza o ingresso de educandos da UFSC.

    A disciplina Introdução à Permacultura é uma iniciativa do Núcleo de Estudos em Permacultura e está vinculada ao curso de graduação em Geografia da UFSC.

    Acompanhe as atividades da Permacultura UFSC no Facebook


  • Permacultura 2016/2 no CFH

    Publicado em 03/08/2016 às 22:30
    Educandos do semestre 2016/1

    Educandos do semestre 2016/1

    Em 2016/2 haverá mais um edição da disciplina Introdução à permacultura, que possui o mesmo currículo e carga horária de um Curso de Planejamento Permacultural (Permaculture Design Course – PDC).

    Neste período de matrículas procure pelo código GCN7938 – Introdução à permacultura e efetive sua matrícula, mesmo que o sistema acuse “sem vagas”. As aulas que constituem o PDC de 90 horas ocorrerão nas tardes das SEXTAS e temos previstas 2 atividades de campo.

    Um total de 8 vagas adicionais serão definidas ao final do segundo encontro (2ª semana). Efetive a matrícula na disciplina e garanta a suplência. Depois, apareça nos dois primeiros encontros para acompanhar a definição do preenchimento das vagas.

    As aulas desse semestre ocorrerão na SALA 322 do CFH. Lembre-se! Se você cadastrou a matrícula participe das duas primeiras aulas para pleitear vaga.


  • PermaChico: Formação Franciscana em Permacultura

    Publicado em 26/07/2016 às 16:33

    Com o objetivo de implantar um Programa de Formação para a Sustentabilidade e um espaço educador sustentável para os seminaristas e freis franciscanos, a Província São Lourenço de Brindes dos Freis Capuchinhos do Paraná e Santa Catarina firmou junto ao Núcleo de Estudos em Permacultura o Projeto de Formação – Espiritualidade Franciscana e Ecologia.

    Seminaristas e freis franciscanos se juntam à equipe do projeto em dinâmica da diversidade.

    O projeto compreende um curso de extensão em educação ecológica seguindo os moldes do Curso de Planejamento Permacultural (PDC), carinhosamente denominado como PermaChico, e em 2016 terá a duração de 9 meses.

    O PermaChico conta com sete visitas da equipe ao seminário franciscano para as aulas práticas em Almirante Tamandaré/PR e é acrescido de conteúdos a distância compostos por textos, vídeos e exercícios, gerando uma carga horária total de 128 horas.

    A equipe do projeto é constituída por permacultores do NEPerma: Aline de Vasconcelos e Marcelo Venturi, com participação especial dos permacultores Letícia dos Santos, Jefferson Mota e Arthur Nanni, além de dois representantes da província franciscana, Luiz Antônio Frigo e Rívea Borges. Um projeto participativo e integrativo, criador e mantenedor de redes de trabalho.

    Permacultura em uma palavra.

    Segundo os representantes da Província a pretensão é que o programa de formação seja um processo contínuo nas propriedades franciscanas, tornando-se uma ferramenta efetiva de gestão ambiental. Para eles a permacultura é uma forma de estar em coerência e demonstrar o compromisso pessoal e institucional mais responsável com o aspecto ecológico da missão Franciscana.

    “Permacultura não é mais um jeito de viver como um ‘natureba individualista’,
    mas sim reconhecer-se como parte de um ecossistema, e ficar atentos às consequências que seus atos trazem para ele”

    Paulo Daniel Pereira Matias, Seminarista Franciscano

    Ao unir os saberes permaculturais e francisclarianos o projeto aposta na permacultura como forma de construir/materializar os caminhos propostos por São Francisco de Assis.

    Texto de Aline de Vasconcelos

    Diálogo após observação da natureza e prática de leitura da paisagem.

     

    Aula PANCs Plantas Alimentícias Não Convencionais.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     


  • A 9ª turma de permacultures taí

    Publicado em 11/07/2016 às 23:16
    9ª turma de permacultorxs.

    9ª turma de permacultores. Júlia, Ana Clara, Marina, Carina, Isis, Luca, Lucas, Raiane, Renan, Cláudia, Yasmin, Juana, Isabella, Pedro, Charles, Leonardo, Gustavo, Rinaldo, Miriam. Luiz. Instrutores: Marcelo, Iana. Arno e Arthur. Evandro no fundão será nosso estagiário de docência para o próximo semestre.

    A disciplina Introdução à Permacultura (GCN7938), uma iniciativa do NEPerma, acaba de certificar mais 20 novos permacultores. No total, 173 educandos se formaram pelo Núcleo em ações de ensino e extensão. Esta turma seguiu na mesma linha das anteriores, com participação de alunos da UFSC de diferentes cursos de graduação, dentre eles, geografia, biologia, design, agronomia e outros. Desta forma, o NEPerma confirma seu compromisso com a transdisciplinaridade na academia.

    O projeto final de planejamento territorial desenvolvido pelos alunos do semestre 2016/1, envolveu o planejamento de um sítio unifamiliar em São Pedro de Alcântara na grande Florianópolis. A turma foi divida em três grupos, que apresentaram diferentes ideias em relatórios, mapas e maquetes digitais.

    No próximo semestre as aulas acontecerão nas tardes das sextas e nosso âncora de turma será o permacultor Arno Blankensteyn.

    Após a conclusão de mais esse PDC perguntamos aos educandos:

    - O que é permacultura para você?

    Veja algumas respostas abaixo…

    Permacultura para mim é o desfrutar da liberdade observado na natureza. Liberdade de criar, pensar, agir, testar, errar, ousar, tentar, acertar, fomentar, lutar pelo o que acredita. É a simples e complexa conexão entre os seres vivos e menos vivos que faz encontrar propósitos e sonhos, não para alcançá-los necessariamente, mas para aproveitar a caminhada até eles…
    Yasmin – Nutrição
    AMOR

    AMOR por si próprio.
    AMOR ao próximo.
    AMOR pela Natureza.

    Raiane – geografia

    Permacultura é uma filosofia de vida que sempre respeita os seres vivos e o ambiente.

    Carina – agronomia

    Uma forma de viver autônoma e ao mesmo tempo coletiva, que busca cumprir as necessidades de sobrevivência – comida, bebida, lazer, vestimenta, espiritualidade, criatividade e ofício – de maneira harmônica com a natureza, considerando-se parte dela. É revolucionária por definição, e busca o viver em simbiose com o meio, aprendendo com ele e vivendo com ele. É um constante aprendizado, que coloca em xeque as noções mais básicas do sistema urbano-capitalista.

    Luiz – geografia

    A permacultura é a desconstrução do que fomos projetados para ser: escravos do sistema. Hoje, tudo isso se revela como um novo caminho, de muitas renúncias e sonhos. Não sei bem como será a partir de agora, mas sei que não consigo mais ver o mundo, as pessoas e a natureza da mesma forma. Hoje busco me planejar para que um dia tudo isso possa ser realmente parte da minha vida, e não apenas um sonho ou utopia

    Miriam – jornalismo

    Permacultura para mim é um estilo de vida onde existe o respeito às outras formas de vida e ao universo. É um resgate da união do ser humano com o seu meio

    Juana – biologia

     

    Permacultura, para mim, é uma maneira amorosa de se relacionar com o
    mundo. Permacultura é amor, beleza, liberdade, respeito e cuidado.

    Isabella – eng. sanitária e ambiental

    Permacultura pra mim se tornou não só uma válvula de escape que eu utilizo para pensar e querer mudar os processos do mundo de forma utópica, como também uma válvula de pressão que me faz querer realmente mudar. Mudar começando com a mudança da mente, do que já consigo fazer… diminuir o consumo, olhar pro outro como amigo e não competidor, pensar nos problemas como soluções e assim por diante e logo após pensar na mudança externa, do que pode ser feito em harmonia com a natureza, usando os preceitos permaculturais de formas criativas, acessíveis…potencializando os ganhos, diminuindo as perdas.

    Cláudia – geografia

    A permacultura se trata de um resgate, um resgate sobre uma forma de conhecimento que foi deixado de lado pelo processo civilizatório dos últimos séculos. É aprender a fluir com a natureza e com ela seguir em frente, sem deixar rastros.

    Pedro – biologia

    Permacultura não é definição, é sentimento.
    Permacultura não é cultivo, é estilo de vida.
    Permacultura somasse quando se divide.
    Permacultura é verbo.
    Permacultura é sentir.
    respirar,
    cuidar,
    cativar…
    Amar.
    Leonardo – geografia

    Permacultura é a integração da sabedoria ancestral com o conhecimento científico e tecnológico para o desenvolvimento de processos sistêmicos e criativos, visando uma ocupação planetária responsável e harmoniosa com o ambiente. É saúde integral e qualidade de vida, em busca de um futuro possível.
    Júlia

    Com a permacultura, aprendi de que forma posso contribuir para a construção de um projeto de vida saudável e coletivo a partir do lugar de onde parto, trazendo uma bagagem nas costas; bagagem esta que vai ser diferente da de outras pessoas, e assim vamos aprendendo uns com os outros.

    Isis – geografia


  • A voz do vento

    Publicado em 20/06/2016 às 16:23

    O NEPerma conclui a versão em português brasileiro das legendas do documentário La voz del viento. Foram alguns meses de trabalho com a coordenação da permacultura Morgana Mayer com apoio de Jorge Timmermann,  Arthur Nanni, Marcelo Venturi, Rodrigo Arruda,  Leticia dos Santos na tradução e sincronização de legendas. A tarefa ainda contou com a adequação de leiaute que foi executado por Elisa Alcocer.

    O documentário fala de Jean Luc Danneyrolles, agricultor da provenza Francesa e Carlos Pons, documentarista Espanhol. Ambos organizam uma viagem até Granada ao encontro de movimentos sociais alternativos que buscam a agroecologia, a permacultura e mudanças de paradigma. Com uma câmera na mão partem para esta viagem que percorreu os dias frios de fevereiro de 2012, levando consigo uma grande coleção de sementes como moeda de troca. É um verdadeiro testemunho de um movimento que cresce no mundo e se faz possível aqui e agora.

    Dados sobre a viagem:

    - 21 dias de viagem

    - 35 projetos visitados

    - Mais de 200 pessoas encontradas

    - 9 parques naturais

    (Mapa interativo da viagem em g.co/maps/8mvgt)

    ——————–

    Participantes:

    Direção / Montagem / Sons / Roteiro: Carlos Pons

    sementes / Poemas: Jean-Luc Danneyrolles

    Imagens: Samuel Domingo

    Montagem: Manu de la Reina

    Produção: Virginia Cabello, Benoit Bianciotto

    Trilha Sonora: Felah Mengus; Marta Gomez; Enrique Morente; Keny Arkana

    Tradução / Assessor de texto francês: Benoit Bianciotto

    Co-produção: Patrice Scanu


  • Projeto de Recuperação Ambiental do Bosque da UFSC

    Publicado em 20/05/2016 às 15:53

    O bosque da UFSC é uma das principais áreas verdes do campus, apresentando relevante importância para a qualidade de vida no ambiente universitário enquanto espaço de convivência. Encontra-se na porção sul do campus Trindade ao lado dos Centros de Filosofia e CIências Humanas (CFH) e o de Educação (CED) e compreende uma área de aproximadamente 50.000 m2. Constitui-se por aŕeas em diferentes estágios de sucessão ecológica, umas mais degradadas em estágio inicial e outras, em estágios mais avançado com vegetação bem desenvolvida. O Bosque também apresenta cursos de água, caracterizando a maior parte de sua extensão como área de preservação permanente.

    A proposta de recuperação ambiental do bosque é uma iniciativa da Comissão de Revitalização do CFH, em parceria com o NEPerma e a Coordenadoria de Gestão Ambiental da UFSC e está em curso desde 2014. O objetivo é aliar a recuperação das áreas degradadas à produção de alimentos através da implantação de agroecossistemas planejados segundo a filosofia da permacultura.

    Área do bosque junto ao CFH e CED.

    Área do bosque junto ao CFH e CED.

    O planejamento permacultural do Bosque da UFSC é uma etapa fundamental no processo de recuperação da área, bem como para a continuação e realização dos objetivos do projeto, pois servirá como diretriz para as ações do uso e manejo desta importante área verde. Este planejamento, que poderá ser utilizado como subsídio para um possível Plano de Manejo do Bosque da UFSC, está sendo desenvolvido com base nos princípios de planejamento da permacultura, dentre os quais está o conceito de zonas energéticas, que serviu como base para esta primeira fase de planejamento. O zoneamento energético tem como objetivo a organização do espaço com base nas necessidades energéticas de cada local, de maneira que áreas que demandam maior investimento de energia e trabalho no seu uso e manejo estejam localizadas próximas ao centro de energia, neste caso representado pela sede do projeto.
    Para a definição das zonas energéticas na área do Bosque levou-se em consideração os elementos que já estavam presentes no local: espécies arbóreas, áreas de uso consolidado, locais de convivência e circulação, infraestrutura predial, etc. A partir dessa análise, foram definidos locais para a implementação de agroecossistemas de acordo com o propósito de cada zona energética, sendo adotadas técnicas de plantio mais intensivo próximo a zona 0 e menos intenso nas áreas caracterizadas como zona 3, conforme a Figura 2. A proposta de usos e manejo para cada zona energética é descrita a seguir.

    Planejamento por zonas energéticas da permacultura.

    Permaculture energetic zones design.

    Zona 0 – Sede do projeto
    Localizada na porção mais elevada do Bosque, será constituída pela sede do projeto e do Parque Ambiental da UFSC, a qual servirá como recepção para visitantes, ações educativas, centro de convivência e reuniões e atividades administrativas. Esta zona abrigará uma edificação bioconstruída.
    Zona 1 – Horta, início do circuito didático, espiral de ervas, compostagem, minhocário
    Próxima à sede, a zona 1 será constituída por uma horta modelo de técnicas agroecológicas, pelo início do circuito didático, espiral de ervas aromáticas e medicinais, espaço para compostagem microbiana e minhocário.
    Zona 2 – Pomares
    A zona 2 será constituída principalmente por um pomar permacultural, com árvores frutíferas e de interesse ecológico, que será implementado na área hoje ocupada por eucaliptos.
    Zona 3 – Sistemas agroflorestais
    A zona 3 do Bosque será destinada à implantação de sistemas agroflorestais multifuncionais que servirão como mata ciliar para os cursos de água onde há ausência de vegetação e em áreas abertas e degradadas.

    Zona 5 – área de convivência, inspiração e regeneração natural
    Foram definidas como zona 5 as áreas que apresentam vegetação já consolidada, em avançado estágio de sucessão, e as áreas utilizadas para descanso e convivência.
    O projeto segue em execução e conta com a realização de mutirões de manejo agroecológico, onde são compartilhados os conhecimentos a respeito da filosofia da permacultura e de técnicas de produção de alimentos e recuperação de áreas degradadas adotadas.
    Para saber mais:
    http://gestaoambiental.ufsc.br/projeto-bosque/
    https://www.facebook.com/groups/Permacultura.UFSC/


  • Acadêmicos de diversos cursos buscam saber mais sobre permacultura

    Publicado em 19/04/2016 às 15:46
    Procura por vagas (interessados) e vagas preenchidas (efetivados) para a disciplina "Introdução à Permacultura" em 2016/1.

    Procura por vagas (interessados) e vagas preenchidas (efetivos) para a disciplina “Introdução à Permacultura” em 2016/1.

    A nona edição da disciplina Introdução à Permacultura teve uma enorme procura por vagas, totalizando 83 pessoas oriundas de 28 cursos de graduação e pessoas externas à UFSC, que solicitaram ingresso em uma das 20 vagas ofertadas na turma de 2016/1.

    O processo de seleção de alunos seguiu o critério adotado desde 2014/1 que, após priorizar os alunos do curso de geografia, que hospeda a disciplina, preenche as vagas remanescentes a partir da lista de suplência fornecida pelo CAGR/UFSC, por intermédio do IAP do aluno.

    Neste semestre foi registrado um aumento expressivo de alunos do curso de Ciências Biológicas interessados em cursar a disciplina. Isso se deve pelo fato da disciplina ter sido inserida como optativa nos cursos de Ciência Biológicas Bacharelado e Licenciatura.

    A busca pela diversidade de linhas de pensamento no preenchimento das vagas da disciplina, faz-se necessária, para que os 20 alunos que seguirão até o final do semestre, possam vivenciar um intercâmbio mais intenso de informações entre colegas de diferentes áreas do conhecimento, enriquecendo as aulas que passam a orbitar em diferentes linguagens técnicas.

    Um total de 8 pessoas externas à UFSC interessadas em cursar a disciplina participaram dos dois primeiros encontros. Nenhuma destas demandas pode ser atendida, pois a suplência na matrícula prioriza o ingresso de alunos da UFSC.

    A disciplina Introdução à Permacultura é uma iniciativa do Núcleo de Estudos em Permacultura e está vinculada ao curso de graduação em Geografia da UFSC. A criação de uma segunda disciplina foi solicitada junto ao curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo e segue em apreciação.

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  • 8ª turma de permacultores é certificada na UFSC

    Publicado em 01/12/2015 às 17:16
    A 8ª turma com Geovano, Alex, Lucas, Josie, Marcela, Reginaldo, Elisa, Valéria, Ingrid, Marina, Jordi, Junior, Henrique e Gabriel

    A 8ª turma com Geovano, Alex, Lucas, Josiane, Marcela, Reginaldo, Elisa, Valéria, Ingrid, Marina, Jordi, Junior, Henrique e Gabriel

    Por meio da disciplina Introdução à Permacultura (GCN7938), o NEPerma acaba de formar mais 15 novxs permacultores. No total, 153 educandos se formaram pelo Núcleo em ações de ensino e extensão. Esta turma seguiu na mesma linha das anteriores, com participação de alunos da UFSC de diferentes cursos de graduação, dentre eles, geografia, geologia, artes cênicas, agronomia e outros. Desta forma, o NEPerma confirma seu compromisso com a transdisciplinaridade na academia.

    Monique que fugiu da foto.

    Monique que fugiu da foto.

    O projeto final de planejamento territorial desenvolvido pelos alunos do semestre 2015/2, envolveu a criação de uma proposta de sede para um sítio unifamiliar em São Pedro de Alcântara na grande Florianópolis. A turma foi divida em três grupos, que apresentaram diferentes ideias em relatórios, mapas e maquetes digitais.

    Alguns depoimentos dos estudantes e, agora, permacultorxs que poderão compartilhar seus conhecimentos com a sociedade:

    “A Permacultura pra mim é uma filosofia de vida, é uma rebeldia do sistema, é um ponto (ainda) fora da reta. Permacultura é a pílula vermelha do Matrix, é o despertar da consciência, é ter conhecimento de como funciona o mundo, de onde vem as coisas, da produção dos alimentos, das roupas, do modelo social que vivemos.”

    Marcela Meyer – Biologia

     

    “Permacultura é um estilo de vida, no qual nos conectamos a todas as esferas da vida para viver em harmonia com o meio ambiente e com nós mesmos.”

    Reginaldo Lemos – Geologia

    “Fazer o PDC foi uma experiência transformadora. A quantidade e a diversidade dos saberes e conhecimentos reunidos no curso fazem com que passemos a olhar TUDO de uma forma diferente, sempre tentando aproveitar movimentos e acontecimentos para chegar aonde queremos ao invés de tirar tudo do caminho e começar sempre do zero.”

    Lucas Santo – Design

     

    “Ao concluir o PDC, percebi que a Permacultura torna completamente obsoleto o modo vigente de produção, consumo e interação com a natureza. Assim, é uma importante ferramenta de mudança e empoderamento, já que aponta alternativas e soluções.

    A Permacultura é um esforço para o estabelecimento de um sistema cíclico, autossuficiente, permanente e libertador. É uma forma de reconexão entre homem e natureza, o qual observa, interage e se adapta a ela e não a molda. É uma resposta ao paradigma mecanicista vigente, baseado em um sistema técnico único de produção, o qual anula as características do local onde é implantado.

    Para mim, a Permacultura representa uma possibilidade de libertação da prisão sem grades onde estamos mantidos, e da qual muitos nem sequer sonham com a fuga, já que têm amor à sua escravidão, mantida pelo consumo e divertimento.”

    Marina Clasen

    “Permacultura é compreender que devemos estar de bem com tudo e todos que temos ao nosso redor, é aproveitar mais a vida em detrimento do capital, que devemos estar em harmonia com o ambiente no qual estamos situados e com as pessoas em sociedade. Precisamos disso para sermos literalmente felizes com o que fazemos e temos, indo além de técnicas e procedimentos. Significa uma mudança de mentalidade, com apoio do aparato científico, e também de contracultura frente a exigência que o capital incita. A Permacultura é inovadora, reflexiva e fundamental à nossa existência, pois nos faz construir o comportamento que devemos ter para com a natureza, assim como os demais seres já o realizam, nos tornando verdadeiramente seres ditos racionais. A natureza tende a autorregulação e a Permacultura é a via como esta autorregulação pode e deve ser concretizada pela sociedade. Pela sua importância, deveria ser mais um dos temas transversais que deveriam integrar o currículo das escolas para a plena formação cidadã das novas gerações.”

    Geovano Hoffmann – Geografia

    “Bom, antes de frequentar a disciplina de Introdução à Permacultura do departamento de Geociências, me parecia uma proposta para prática de agricultura sustentável que oferecia uma série de técnicas e soluções para quem estivesse interessado em uma outra alternativa. Logo no início da disciplina tive medo que esse conhecimento não estivesse ao alcance de quem não fosse da área e que talvez fosse melhor aceitar isso. Porém, assim como todos que disputaram uma vaga nessa disciplina, eu também estava ali por sentir que as coisas como “são”, não é mais uma alternativa aceitável. Então aula após aula, os princípios do design da permacultura foram fazendo cada vez mais e mais sentido, a leitura da paisagem e os fluxos de energia me mostram um planeta vivo, pulsando a cada instante junto com comigo. E aquela primeira impressão de um série de técnicas se transforma em uma percepção sistêmica do espaço que habito, o planeta.”

    Valéria Gontarczyk – História


  • Permacultura 2015/2 no CFH

    Publicado em 17/07/2015 às 15:28
    Estudantes na zona 1 do sítio Igatu.

    Estudantes na zona 1 do sítio Igatu.

    Em 2015/2 irá rolar mais uma edição da disciplina Introdução à permacultura, que possui o mesmo currículo e carga horária de um Permaculture Design Course (PDC), reconhecido internacionalmente. Neste semestre serão disponibilizadas vagas adicionais para estudantes externos ao Departamento de Geociências.

    Neste período de matrículas procure por GCN7938 – Introdução à permacultura e efetive sua matrícula, mesmo que o sistema acuse “sem vagas”. As aulas ocorrerão nas tardes das quartas-feiras e temos previstas 2 atividades de campo.

    Um total de 8 vagas adicionais serão definidas ao final do segundo encontro (2ª semana). Efetive a matrícula no CAGR e Apareça nos dois primeiros encontros para acompanhar a definição do preenchimento das vagas.

    Aos interessados externos à UFSC, avisamos que há uma extensa lista de alunos da UFSC suplentes. Assim, a possibilidade de sobrar alguma dessas 8 vagas é muito remota.


  • NEPerma conclui a terceira etapa de lavantamento de informações de campo pelo projeto Terra Permanente

    Publicado em 25/03/2015 às 21:25
    A geógrafa Leticia entrevistando o agricultor Reinaldo em Rio Fortuna.

    Leticia e Leila entrevistando o agricultor Reinaldo em Rio Fortuna.

    No mês de março de 2015, o NEPerma esteve em campo para continuar os levantamentos de informações da fase de pesquisa do projeto Terra Permanente, integrante do edital 81/2013 do MDA/ CNPq, para revelar o quão a permacultura pode melhorar a qualidade de vida de agricultores, facilitando o planejamento e o manejo de propriedades rurais no bioma Floresta Atlântica.

    Dentro das atividades de pesquisa-ação propostas pelo projeto, esta etapa de pesquisa realizou entrevistas com os produtores rurais e foram realizadas coletas de amostras de plantas espontâneas bioindicadoras de saúde do solo, bem como, de serapilheira para o monitoramento da produção de biomassa no período do verão.

    A equipe que participou das coletas e entrevistas no sítio Santos Leck em Águas Mornas.

    A equipe que participou das coletas e entrevistas no sítio Santos Leck em Águas Mornas.

    Em uma das unidades estudadas, o planejamento coletivo de uma ecovila, buscou mapear as espécies arbustivas e arbóreas dos jardins comestíveis já implantados. Para esta unidade, o próximo passo será determinar zonas energéticas individuais e coletivas para o grupo de moradores.

    A etapa de pesquisa continuará em 2015 com o acompanhamento das ações das famílias que resolveram incorporar a permacultura em suas rotinas de vida. Serão mais 3 campanhas de campo até dezembro.


  • NEPerma conclui a segunda etapa de lavantamento de informações de campo pelo projeto Terra Permanente

    Publicado em 19/12/2014 às 11:28
    Leila e Leticia em entrevista com Natifio Gardelin.

    Leila e Leticia em entrevista com Natifio Gardelin.

    No mês de dezembro de 2014, o NEPerma esteve em campo para continuar os levantamentos de informações da fase de pesquisa do projeto Terra Permanente, iniciada em março de 2014 e que envolve produtores rurais de quatro municípios da grande Florianópolis. A equipe participativa e divertida rodou muitos quilômetros na “komboza abacate”, adquirida através do edital 81/2013 do MDA/ CNPq, para revelar o quão a permacultura pode melhorar a qualidade de vida dos agricultores.

    Levantamento de características dos solos em uma das propriedades rurais avaliadas.

    Cristiane e Leila realizando o levantamento de características dos solos em uma das propriedades rurais avaliadas em São Bonifácio.

    Após concluir o Curso de Planejamento em Permacultura os agricultores passaram a implementar, com o apoio da equipe do NEPerma, modificações em seus espaços de manejo. Estas mudanças estão sendo realizadas/monitoradas em um regime de pesquisa-ação. Esta etapa de pesquisa prevê a realização de entrevistas com os produtores rurais, para compreensão das mudanças que a permacultura pode promover na sustentabilidade das propriedades rurais. Além desta ação, estão sendo realizadas coletas de amostras de solos para o entendimento de melhoras na saúde destes, uma vez submetidos ao manejo ecológico.

    Leão, Andreia, Marcelo, Celso, Aline, Arthur Arno após concluído o enchimento dos sacos de produção de morangos com a solução local.

    Leão, Andreia, Marcelo, Celso, Aline, Arthur, Jefferson e Arno após concluído o enchimento dos sacos de produção de morangos com a solução local.

    Na propriedade de Andreia e Leão, produtores neorurais de Águas Mornas, o NEPerma avalia o uso de biomassa local para o cultivos vegetais e para a criação de galinhas. Na produção de morangos, estamos testando a substituição de um pacote comercial por uma solução local de substrato em sacos. No espaço de produção da família Souza em Rio Fortuna, a equipe realizou a coleta de amostras de solos para determinação densidades e fertilidade. Além disso, foi realizado um levantamento de plantas espontâneas bioindicadoras de fertilidade dos solos. Nesta parcela da propriedade está em curso o desenvolvimento de um Sistema Agroflorestal (SAF) que contará com a inserção de galinhas.

    Arno, Jefferson e Reinaldo de Souza na área de SAF que receberá a introdução de galinhas no manejo.

    Arno, Jefferson e Reinaldo de Souza na área de SAF que receberá a introdução de galinhas no manejo.

    Na quarta unidade familiar que o Terra Permanente avalia, o foco da pesquisa está voltado para a reorganização do espaço de convivência de um assentamento coletivo. Esta avaliação partiu do mapeamento da biodiversidade existente e como esta se situa enquanto zonas energéticas da permacultura.

    Arthur, Vera, Jefferson, Guisela, Aline, Marcelo e Arno na zona 1 de uma das participantes do projeto SPAço em São Pedro de Alcântara.

    Arthur, Vera, Jefferson, Guisela, Aline, Marcelo e Arno na zona 1 de uma das participantes do projeto SPAço em São Pedro de Alcântara.

    A etapa de pesquisa continuará em 2015 com o acompanhamento das ações das famílias que resolveram incorporar a permacultura em suas rotinas de vida. Serão mais 3 campanhas de campo até setembro, para sabermos em um total de 18 meses, como estas ações estão afetando a qualidade de vida destas famílias.


  • Concluído o PDC Terra Permanente

    Publicado em 22/10/2014 às 00:20
    Andersson, Fátima, Inácio, Anastácia, Luciano, Letícia, Dianara, Soraya, Lucio Cassandra, Guisela, Arno, Andreia, Theo, Arthur, Marcelo, Grasi (Caio), Rayane, Angela, Reynaldo, Natífio, Celso, Cristiane, Cleusa e Suzano (que fugiu da foto).

    Andersson, Fátima, Inácio, Anastácia, Luciano, Leticia, Dianara, Soraya, Lucio Cassandra, Guisela, Arno, Andreia, Theo, Arthur, Marcelo, Grasi (Caio), Rayane, Angela, Reynaldo, Natífio, Celso, Cristiane, Cleusa e Suzano (que fugiu da foto).

    Na última semana o NEPerma, em parceria com a ACESPA e CEDEJOR e apoio do MDA e CNPq, concluiu o PDC presencial vinculado ao projeto Terra Permanente. Nessa turma, formaram-se mais 19 permacultores, aptos a multiplicar os conhecimentos da permacultura.

    O PDC presencial foi conduzido por 10 instrutores e contou com um total de 105 horas onde os permaculturandos tiveram a oportunidade de vivenciar experiências teóricas e práticas:

    • História da permacultura e a sua inspiração. Por quê Permacultura? (Arthur Nanni)
    • Princípios éticos, dos sistemas e de planejamento (Arthur Nanni)
    • Conceitos fundamentais de ecologia (Jorge Timmermann)
    • Padrões físicos e temporais (Jorge Timmermann)
    • Elementos de paisagem (Jorge Timmermann)
    • Método de planejamento do espaço (Suzana Maringoni)
    • Visita técnica em Yvy Porã (São Pedro de Alcântara/SC)
    • Solos (Marcelo Venturi)
    • Agricultura ecológica (Marcelo Venturi)
    • Sistema Agroflorestais (Grasiela Willrich)
    • Plantas Alimentícias Não-convencionais (Jefferson Mota)
    • Visita técnica no Sítio Silva (Jorge Silva – Anitápolis/SC)
    • Água (Arthur Nanni)
    • Visita técnica no Sítio Igatu (São Pedro de Alcântara/SC)
    • Energia na paisagem (Arthur Nanni)
    • Bioarquitetura (Soraya Nór)
    • Estruturas invisíveis (Arthur Nanni)
    • Diagnóstico rural participativo (Thaise Guzzatti e José Giovani Farias
    • Visita técnica às Unidades Familiares Produtivas em São Bonifácio, Rio Fortuna, Águas Mornas e São Pedro de Alcântara
    • Apresentação dos projetos finais de planejamento permacultural para a Unidade Familiar produtiva.

    Em 2015 o NEPerma irá oferecer o seu primeiro PDC à distância, em parceria com o MDA e CNPq.