Permacultura | Permaculture
  • NEPerma participa de oficinas da ABA

    Publicado em 27/03/2017 às 13:35
    Arthur Nanni na palestra da UPF.

    Arthur Nanni na palestra da UPF.

    Na semana entre 20 e 25 de março, o NEPerma esteve presente nas Oficinas de Sistematização de Experiências em Agroecologia, promovidas pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) na região sul.

    As oficinas ocorreram na Universidade de Passo Fundo, onde o NEPerma apresentou a palestra “O que é Permacultura?” para o publico de alunos e professores da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária. A FAMV conta com um Núcleo de Estudos em Agroecologia, que vem promovendo o desenvolvimento da agroecologia com parceiras regionais no território da produção.

    Na sequência da programação das oficinas, foi a vez da Universidade Federal da Fronteira Sul receber a equipe da ABA e representantes dos demais núcleos de estudos em agroecologia da região sul. O campus da UFFS de Laranjeiras do Sul-PR sedia o curso de Agronomia com ênfase em Agroecologia e conta com docentes com formação voltada para o ensino de técnicas sustentáveis de produção de alimentos. A UFFS conta ainda com as ações dos Núcleos de Estudos em Agroecologia (NEA-UFFS) e Estudos em Aquicultura com Enfoque Agroecológico (AquaNEA).

    O NEPerma esteve presente em todas as oficinas realizadas na região sul buscando levar para o entendimento dos demais grupos que promovem a agroecologia, o que é permacultura e como ela pode contribuir e participar para o estabelecimento de redes de interação e trocas de saberes no campo. A participação do NEPerma nas oficinas é fruto das atividades do Núcleo em virtude das ações desenvolvidas pelo Projeto Terra Permanente, que teve apoio financeiro do Ministério do Desenvolvimento Agrário e CNPq.


  • Educandos de psicologia e mais 21 cursos buscam vagas na permacultura

    Publicado em 20/03/2017 às 13:46
    Educandos interessados em cursar a disciplina "Introdução à permacultura" (em azul) e aqueles que irão cursá-la nesse semestre (em laranja).

    Educandos interessados em cursar a disciplina “Introdução à permacultura” (em azul) e aqueles que irão cursá-la nesse semestre (em laranja).

    A décima primeira edição da disciplina Introdução à Permacultura teve uma enorme procura por vagas, com destaque para o curso de psicologia que registrou a maior procura da história da disciplina. Um total de 75 pessoas oriundas de 21 cursos de graduação, um de pós-graduação e pessoas externas à UFSC, solicitaram ingresso em uma das 20 vagas ofertadas na turma de 2017/1.

    Após priorizar os alunos do cursos de Geografia e Ciências Biológicas, que apresentam a disciplina em suas grades curriculares, o preenchimento de vagas remanescentes é realizado a partir da lista de suplência fornecida pelo CAGR/UFSC, por intermédio do IAP do educando.

    Desde sua primeira edição, uma composição eclética da turma é necessária para que diferentes linhas de pensamento possam enriquecer o aprendizado dos 20 alunos que seguirão até o final do semestre. A troca de saberes é essencial na formação em permacultura e é um objetivo permanente do grupo de 9 instrutores que estarão à frente do processo de ensino nesse semestre.

    Um total de 7 pessoas externas à UFSC interessadas em cursar a disciplina participaram dos dois primeiros encontros, bem como um pós-graduando e duas dessas demandas foram atendidas.

    A disciplina Introdução à Permacultura é uma iniciativa do Núcleo de Estudos em Permacultura e está vinculada aos cursos de graduação em Geografia e Ciências Biológicas da UFSC.

    Acompanhe as atividades da Permacultura UFSC no Facebook


  • 5 anos de permacultura na UFSC

    Publicado em 31/01/2017 às 15:24

     

    Relação das vagas ofertadas, ocupadas, suplentes (sem vaga) e formados permacultores.

    Gráfico 1 – Relação das vagas ofertadas, ocupadas, suplentes (sem vaga) e formados permacultores.

    Em fevereiro de 2011 um total de 22 permacultores vindos dos seis diferentes biomas brasileiros, reuniram-se em Florianópolis para discutir o currículo proposto no início dos anos 80 por Bill Mollison, para a formação de pessoas no entendimento do planejamento de assentamentos humanos sustentáveis, o tradicional Permaculture Design Course (PDC – curso de planejamento permacultural).

    Esse encontro originou um programa de ensino atualizado, baseado nas energias que fluem na paisagem, que inspirou ainda em 2011, a criação da disciplina “Introdução à Permacultura” junto ao curso de graduação em Geografia. A disciplina, que começou a ser ofertada em 2012/1 e chega em 2016/2 a sua décima edição, foi o ponto inicial das atividades da permacultura na UFSC.

    Para a surpresa do grupo de permacultores envolvidos na disciplina, desde a sua segunda edição em 2012/2, a demanda por vagas passou a ser superior que a capacidade ofertada, como mostra o gráfico acima. Alunos de diversos cursos da UFSC passaram a procurar a disciplina para complementar sua formação. Com base nesse cenário, a partir da quarta edição em 2013/2, o preenchimento das vagas começou a contemplar estudantes de outros cursos de graduação da UFSC, UDESC e pessoas externas, quando possível. Essa ação se refletiu em um forte aumento na demanda por vagas, cuja ascensão é mais clara a partir do semestre de 2014/1 (Gráfico 1).

    Ainda há de se mencionar que, além do completo preenchimento das vagas desde a segunda edição, o número de alunos que ingressam na disciplina e a concluem é também expressivo, mantendo sempre taxas acima de 75% (Gráfico 1), demonstrando o interesse dos acadêmicos pelo tema.

    Diversidade de cursos de origem dos alunos interessados em cursar a disciplina.

    Gráfico 2 – Diversidade de cursos de origem dos alunos interessados em cursar a disciplina.

    Essa abertura de vagas fez também com que aumentasse a diversidade de cursos de origem de alunos interessados em cursar a disciplina (Gráfico 2), fato que incentivou a inserção da disciplina na grade dos curso de graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas, curso que apresenta sempre muitos acadêmicos interessados em participar da disciplina.

    Com o forte interesse de desenvolver melhor a permacultura na UFSC, o grupo de docentes envolvidos na disciplina resolve criar em 2013, o Núcleo de Estudos em Permacultura (NEPerma), que passa a atuar junto ao Laboratório de Análise Ambiental desde então.

    Em 2013 o NEPerma acolhe também o Projeto de recuperação ambiental do Bosque da UFSC, através do planejamento por setores e zonas energéticas, aplicando métodos de ecologia cultivada no processo. O projeto segue em desenvolvimento e tem oferecido a comunidade acadêmica e do entorno a oportunidade de compreender mais sobre como interagir adequadamente a natureza.

    Ainda no mesmo ano, tem início o projeto Permacultura na Escola, que buscou levar a educação ambiental por meio da permacultura à escolas de ensino fundamental em Florianópolis.

    Em 2014 o NEPerma passa a desenvolver o projeto Terra Permanente, que buscou compartilhar os conhecimentos da permacultura com extensionistas rurais e agricultores da grande Florianópolis. O projeto seguiu até o final de 2016 e certificou 34 permacultores, sendo 19 em módulo presencial e 15 no ensino à distância.

    Em 2016 o NEPerma certifica, através do projeto PermaChico, jovens seminaristas e freis capuchinhos em Almirante Tamandaré no Paraná e com isso passa a fortalecer a relação desses com a questão ambiental.

    Ainda na caminhada, os permacultores atuantes pelo NEPerma produziram materiais audiovisuais que deram origem às teleaulas do PDC EaD Terra permanente, que seguem livres para serem acessadas e replicadas.

    Aula de Leitura da Paisagem com educandos da 10ª turma.

    Aula de Leitura da Paisagem com educandos da 10ª turma.

    Como atividades complementares, dois documentários foram legendados para o português, Sementes da Permacultura e A voz do vento. Tais ações buscam aproximar o público brasileiro do que está acontecendo no mundo em termos de culturas de permanência.

    Paralelamente a todas essas atividades, o NEPerma já fomentou a conclusão de 3 Trabalhos de Conclusão de Curso e segue desenvolvendo uma pesquisa de doutoramento, que busca compreender como a permacultura tem incentivado pessoas a migrarem de cidades para áreas rurais.

    O grupo de professores atuantes no NEPerma trabalha agora para a criação de um curso de graduação em permacultura. Para tal, segue discutindo o Projeto Pedagógico de Curso.

    Esse curso buscará formar cidadãos aptos a atuar na gestão de recursos naturais, generalistas em sua formação acadêmica, com conhecimentos técnico-científicos e sociotécnicos que o capacitem a absorver e desenvolver novas tecnologias e métodos apropriados a permanência da espécie humana no planeta.

    O curso busca, assim, estimular uma atuação crítica e criativa na identificação e resolução de problemas, considerando os aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais, com visão ética, holística e humanística, em atendimento às demandas sociais e ambientais.

    Estamos só iniciando. Que venham os próximos 5 anos!

    Quer saber mais? Visite permacultura.ufsc.br

     

     


  • Aqui está a 10ª turma de permacultores da UFSC

    Publicado em 10/01/2017 às 13:38
    A 10ª turma -

    A 10ª turma – Iasmin, Ademar, Mariah, Evandro, Arthur, Arno, Alexandre, Marina. Giorgia, Larissa, Theo. Marcelo Eduardo Carol, Lucas, Marco. Fugiram da foto: Telémakos, Clara, Tamara e Giuliano

    A disciplina Introdução à Permacultura (GCN7938), uma iniciativa do NEPerma, acaba de certificar mais 17 novos permacultores. No total, 190 educandos se formaram pelo Núcleo em ações de ensino e extensão. Esta turma seguiu na mesma linha das anteriores, com participação de alunos da UFSC de diferentes cursos de graduação, dentre eles, geografia, biologia, geologia, arquitetura, direito, economia, antropologia, artes cênicas, história, psicologia e zootecnia. Desta forma, o NEPerma confirma seu compromisso com a transdisciplinaridade na academia.

    O projeto final de planejamento territorial desenvolvido pelos alunos do semestre 2016/2, envolveu o planejamento de um sítio unifamiliar em Paulo Lopes na grande Florianópolis. A turma foi divida em três grupos, que apresentaram diferentes ideias em relatórios, mapas e maquetes digitais.

    No próximo semestre as aulas acontecerão nas tardes das terças e nosso âncora de turma será o permacultor Arno Blankensteyn.

    Após a conclusão de mais esse PDC perguntamos aos educandos O que é permacultura para você?

    Veja algumas respostas abaixo…

     

    A opinião do educando Telémakos Gandash Endler (Artes Cênicas)

    A opinião do educando Telémakos Gandash Endler (Artes Cênicas)

    “Um novo olhar para o local que estamos inseridos, buscando entender o que te rodeia e utilizar da melhor maneira o que te é oferecido. Por isso falta ao mundo se perguntar o que a permacultura me ensinou: “o que o planeta tem a me oferecer?” ao invés de “o que/quanto este planeta pode produzir?”. Saber ler a paisagem, saber entender a dinâmica da natureza e da sociedade, saber utilizar e reutilizar, saber transformar problemas em soluções. Isso é a permacultura para mim.”

    Alexandre Santos – Geografia


  • Turma para 2017/1 da Permacultura no CFH

    Publicado em 19/12/2016 às 12:27

    Em 2017/1 haverá mais um edição da disciplina Introdução à permacultura, que possui o mesmo currículo e carga horária de um Curso de Planejamento Permacultural (Permaculture Design Course – PDC).

    Neste período de matrículas procure pelo código GCN7938 – Introdução à permacultura e efetive sua matrícula, mesmo que o sistema acuse “sem vagas”. As aulas que constituem o PDC de 90 horas ocorrerão nas tardes das TERÇAS e temos previstas 2 atividades de campo.

    Um total de 8 vagas adicionais serão definidas ao final do segundo encontro (2ª semana). Efetive a matrícula na disciplina e garanta a suplência. Depois, apareça nos dois primeiros encontros para acompanhar a definição do preenchimento das vagas.

    As aulas desse semestre ocorrerão na sala 325 do CFH. Lembre-se! Se você cadastrou a matrícula participe das duas primeiras aulas para pleitear vaga.

    Para aqueles que não conseguiram uma vaga na turma, o conteúdo das aulas pode ser acessado aqui, somente até julho de 2017, quando o sistema fecha automaticamente.


  • Permacultura e educação ambiental são temas de TCC na geografia

    Publicado em 17/12/2016 às 20:34
    Petra Viebrantz e a banca avaliadora de seu trabalho de conclusão de curso.

    Petra Viebrantz e a banca avaliadora de seu trabalho de conclusão de curso.

    O trabalho de conclusão e curso (TCC) de Petra Viebrantz, que versou sobre “A permacultura como estratégia de educação ambiental formal: potencialidades e limitações“, foi apresentado em 16 de dezembro de 2016 no NEPerma, sob a avaliação da banca constituída pelo orientador Arthur Nanni, a Profa. Rosemy Nascimento doutorando em Geografia e Mestre em Ecossistemas Marcelo Venturi.

    O trabalho apresenta uma revisão bibliográfica sobre a permacultura expondo sua visão, os princípios éticos e o método de planejamento espaços, abordando a temática sobre permacultura em escolas e o ensino de educação ambiental formal. O TCC versou sobre as principais políticas públicas e programas relacionados ao tema no Brasil, em Santa Catarina e no município de Florianópolis, contextualizando também a função social das escolas dentro desta temática.

    O TCC nasceu de um estudo de caso vinculado ao projeto de extensão “Permacultura na Escola”, realizado na EBM Maria C. Nunes, localizada no bairro Rio Vermelho em Florianópolis entre 2013 e 2014, relatando como se deu a realização do planejamento permacultural e o processo pedagógico de ensino baseado na permacultura desenvolvido na escola, apontando através de resultados de pesquisa, quais foram os potenciais e as limitações encontradas.

    Texto de Petra Viebrantz com revisão de Arthur Nanni


  • NEPerma participa de encontro de sistematização de Núcleos de Agroecologia

    Publicado em 16/10/2016 às 09:36

    Nos dias 18 a 20 de setembro de 2016, Marcelo Venturi e Arthur Nanni representaram o NEPerma, juntamente com a komboza, em uma estada na  ELAA – Escola Latinoamericana de Agroecologia, no município de Lapa/PR.

    O encontro teve o objetivo de sistematizar as experiências dos núcleos de agroecologia das universidades do sul do Brasil, que foram criados/aprimorados durante os últimos editais do CNPq relacionados ao assunto. Mas além desses núcleos, foram convidados alguns representantes de outros grupos e coletivos, visando contribuírem com a prática. Assim estiveram também, por exemplo, indígenas Guaranis do Morro dos Cavalos, que foram nossa mais agradável surpresa, abaixo entenderão o porquê.

    Algumas outras pessoas da UFSC ficaram de ir e não foram. Mas em minha contagem inicial estávamos em torno de 36 participantes de núcleos na abertura, e destes em torno de 12 têm alguma ligação direta com a UFSC, através dos 5 núcleos ou projetos que foram desenvolvidos aqui. A saber: O NEPerma, o CCA com o pessoal do PRV coordenado pelo prof Pinheirinho e do Plantio Direto coordenado pelo prof Jucinei, da rede de SAFAS coordenado pelo prof Ilyas e o pessoal do EduCampo/CED, coordenado pela Profa. Thayse. Assim, a UFSC esteve presente em peso. Apesar disso ser interessante por demonstrar nossa força no sentido da agroecologia no sul do país, essa participação nos mostra também outro ponto: sabemos que além destes núcleos oficialmente representados temos, como UFSC, vários outros grupos relacionados diretamente à temática – Neamb, Gepa, GeaBio, horto do HU, Compostagem, etc… E NÃO CONVERSAMOS ENTRE NÓS. Somos eficientes em agir para fora da instituição mas trocamos e conversamos pouco com quem está em casa.

    Além dos supracitados, outro grupo semelhante presente foi um grupo sem vinculação oficial à universidade do litoral do paraná, mas relacionado à esta, que se diz autogestionado e apresentou materiais assumidamente anarquistas. Também estavam presentes outros tantos núcleos com ricas experiências, e alguns que lamentamos não poder ajudar mais ou não ter mais pernas para atendermos no que diz respeito à demandas de Cursos de Planejamento em Permacultura (PDC) em suas cidades/universidades.

    Após apresentações tivemos agradáveis recepções incluindo uma abertura emocionante com pessoas de diversos países que são jovens estudantes da ELAA. Em seguida traçamos uma linha do tempo da agroecologia no Sul do Brasil, através dos relatos do que cada um considerou importante para si. Aí algumas coisas começaram a me chamar atenção: o assunto permacultura na linha surgiu por outras pessoas além de nós, no caso, pelos índios Guaranis do Morro dos Cavalos (Palhoça/SC). Outros pontos marcantes colocados nessa história foi o primeiro PDC do Brasil com Bill Mollison em Porto Alegre no RS em 1992, os demais PDCs e os Congressos Brasileiros de Agroecologia.

    Aprendemos e exercitamos algumas técnicas de sistematização, que ajudam muito na organização de grupos que tem objetivos claros. Isso já nos serve de dica. Precisamos ter clareza do que queremos. Nestes exercícios de sistematização das experiências da região, separados em temas avaliaríamos impressões dos núcleos em relação a esses assuntos. Neste momento o grupo dos indígenas pediu para fazer a parte, pois a realidade deles é bem diferente da nossa e acabam, por isso, sendo excluídos nos discursos. Assim, preferiram fazer toda a análise sozinhos.

    Após os grupos apresentarem os resultados da análise coletiva os Guaranis falaram de suas demandas, trabalhos desenvolvidos e relataram uma importante experiência que tiveram recentemente, um PDC que participaram no Instituto Çarakura.

    “Após este PDC, os Guaranis retornaram pra aldeia e os demais membros começaram a perguntar o que era Permacultura. Para explicar, os representantes que participaram pediram para os seus colegas desenharem ´NHANDEREKÓ“, uma palavra em guarani que significa MODO DE VIDA GUARANI e envolve tudo o que é deles: agricultura, natureza, fé e religião, vida, modo de viver, etc. Depois dos colegas índios desenharem o nhanderekó, os que fizeram o PDC falaram: “- então, isso é permacultura! É o nome que os brancos dão pra nhanderekó!”
    Não preciso dizer que tivemos uma agradável surpresa, mas infelizmente esse momento não foi gravado. Conclui que devemos pensar numa boa parceria também com esse povo.

    COMPROMISSOS

    • Evento pra julho de 2017 com objetivo de reunir todos esses grupos e núcleos de SC, envolvendo outras universidades, grupos independentes, experiências científicas, etc, a fim de conhecermos, trocarmos experiências e organizarmos uma rede catarinense.
    • Unir todos grupos que trabalham agroecologia na UFSC nas Sepex – Semana de Ensino Pesquisa e Extensão da UFSC, através de um estande em conjunto. Assim teremos obrigação de nos reunir pelo menos uma vez por ano e tomar conhecimento do que os grupos daqui estão fazendo.

    Algumas impressões finais

    Temos muitos objetivos em comum com outros grupos de agroecologia, mas realmente a permacultura se difere por sermos “mais radicais” que o restante. Acho que um pouco disso se deve pelos representantes que enviamos.

    Conseguimos deixar claro nossos posicionamentos nos sentidos: (1) da busca pela autonomia, tanto dos agricultores quanto dos núcleos e grupos, em relação ao governo. Nosso posicionamento valorizando em primeiro lugar o autoconsumo e apenas depois o compartilhamento de excedentes, enquanto que um discurso padrão nos demais grupos sempre remete “à renda do agricultor”. Até nisso nos aproximamos mais dos indígenas.
    (2) Na relação que vemos de libertar o agricultor e os núcleos de qualquer dependência, seja de insumos e agrotóxicos, assim como a dependência de grandes empresas de tecnologias, dos governos, e até discutimos a questão dos softwares livres como Linux e todos os programas que utilizamos em nosso projetos. Isso teve muito boa receptividade, quero ver coragem das pessoas adotarem.

    Algumas fotos estão disponíveis na galeria de fotos do Neperma:
    http://galeria.ufsc.br/permacultura/outros/  e no facebook.

    Relato e opinião por Marcelo Venturi


  • Alunos de 10 diferentes cursos de graduação vivenciarão permacultura em 2016/2

    Publicado em 30/08/2016 às 18:04

    A décima edição da disciplina Introdução à Permacultura teve uma enorme procura por vagas, totalizando 90 pessoas oriundas de 23 cursos de graduação e pessoas externas à UFSC, que solicitaram ingresso em uma das 20 vagas ofertadas na turma de 2016/1.

    procura_ocupacao_2016_2

    Educandos interessados em cursar a disciplina “Introdução à permacultura” (em azul) e aqueles que irão cursá-la nesse semestre (em laranja).

    Após priorizar os alunos do cursos de Geografia e Ciências Biológicas, que apresentam a disciplina em suas grades curriculares, o preenchimento de vagas remanescentes é realizado a partir da lista de suplência fornecida pelo CAGR/UFSC, por intermédio do IAP do educando.

    Uma composição eclética da turma é necessária para que diferentes linhas de pensamento enriquecer o aprendizado dos 20 alunos que seguirão até o final do semestre. A troca de saberes é essencial na formação em permacultura e é um objetivo permanente do grupo de 11 colaboradores que estarão a frente do processo de ensino nesse semestre.

    Um total de 7 pessoas externas à UFSC interessadas em cursar a disciplina participaram dos dois primeiros encontros, bem como um pós-graduando, porém nenhuma destas demandas pode ser atendida, pois a suplência na matrícula prioriza o ingresso de educandos da UFSC.

    A disciplina Introdução à Permacultura é uma iniciativa do Núcleo de Estudos em Permacultura e está vinculada ao curso de graduação em Geografia da UFSC.

    Acompanhe as atividades da Permacultura UFSC no Facebook


  • Permacultura 2016/2 no CFH

    Publicado em 03/08/2016 às 22:30
    Educandos do semestre 2016/1

    Educandos do semestre 2016/1

    Em 2016/2 haverá mais um edição da disciplina Introdução à permacultura, que possui o mesmo currículo e carga horária de um Curso de Planejamento Permacultural (Permaculture Design Course – PDC).

    Neste período de matrículas procure pelo código GCN7938 – Introdução à permacultura e efetive sua matrícula, mesmo que o sistema acuse “sem vagas”. As aulas que constituem o PDC de 90 horas ocorrerão nas tardes das SEXTAS e temos previstas 2 atividades de campo.

    Um total de 8 vagas adicionais serão definidas ao final do segundo encontro (2ª semana). Efetive a matrícula na disciplina e garanta a suplência. Depois, apareça nos dois primeiros encontros para acompanhar a definição do preenchimento das vagas.

    As aulas desse semestre ocorrerão na SALA 322 do CFH. Lembre-se! Se você cadastrou a matrícula participe das duas primeiras aulas para pleitear vaga.


  • PermaChico: Formação Franciscana em Permacultura

    Publicado em 26/07/2016 às 16:33

    Com o objetivo de implantar um Programa de Formação para a Sustentabilidade e um espaço educador sustentável para os seminaristas e freis franciscanos, a Província São Lourenço de Brindes dos Freis Capuchinhos do Paraná e Santa Catarina firmou junto ao Núcleo de Estudos em Permacultura o Projeto de Formação – Espiritualidade Franciscana e Ecologia.

    Seminaristas e freis franciscanos se juntam à equipe do projeto em dinâmica da diversidade.

    O projeto compreende um curso de extensão em educação ecológica seguindo os moldes do Curso de Planejamento Permacultural (PDC), carinhosamente denominado como PermaChico, e em 2016 terá a duração de 9 meses.

    O PermaChico conta com sete visitas da equipe ao seminário franciscano para as aulas práticas em Almirante Tamandaré/PR e é acrescido de conteúdos a distância compostos por textos, vídeos e exercícios, gerando uma carga horária total de 128 horas.

    A equipe do projeto é constituída por permacultores do NEPerma: Aline de Vasconcelos e Marcelo Venturi, com participação especial dos permacultores Letícia dos Santos, Jefferson Mota e Arthur Nanni, além de dois representantes da província franciscana, Luiz Antônio Frigo e Rívea Borges. Um projeto participativo e integrativo, criador e mantenedor de redes de trabalho.

    Permacultura em uma palavra.

    Segundo os representantes da Província a pretensão é que o programa de formação seja um processo contínuo nas propriedades franciscanas, tornando-se uma ferramenta efetiva de gestão ambiental. Para eles a permacultura é uma forma de estar em coerência e demonstrar o compromisso pessoal e institucional mais responsável com o aspecto ecológico da missão Franciscana.

    “Permacultura não é mais um jeito de viver como um ‘natureba individualista’,
    mas sim reconhecer-se como parte de um ecossistema, e ficar atentos às consequências que seus atos trazem para ele”

    Paulo Daniel Pereira Matias, Seminarista Franciscano

    Ao unir os saberes permaculturais e francisclarianos o projeto aposta na permacultura como forma de construir/materializar os caminhos propostos por São Francisco de Assis.

    Texto de Aline de Vasconcelos

    Diálogo após observação da natureza e prática de leitura da paisagem.

     

    Aula PANCs Plantas Alimentícias Não Convencionais.